Quarta, 17 Maio 2017 08:43

Professora e amante são indiciados pela morte de caminhoneiro no RS

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Casa onde a vítima vivia e foi morta em Vacaria. Foto: Polícia Civil/Divulgação

O inquérito que apurou a morte de um caminhoneiro em Vacaria, nos Campos de Cima da Serra, em dezembro de 2016, foi concluído pela Polícia Civil nesta terça-feira (16), com indiciamento e novo pedido de prisão preventiva da mulher da vítima e do amante dela, apontados como responsáveis pelo crime. O objetivo seria ficar com R$ 83 mil do seguro de vida.

O caminhoneiro Jodoe da Silva Costa foi morto em dezembro de 2016 com o tiro no rosto, quando chegava em casa. O autor do disparo, conforme o delegado Anderson Silveira de Lima, seria o amante da mulher, que trabalha como professora na rede municipal de Vacaria.

“Ela monitorou ele pelo Whatsapp para determinar quando chegaria em casa. Ele estava voltando de uma viagem de trabalho, deixou o caminhão na cidade de Lagoa Vermelha, onde fica a empresa em que ele trabalhava, e depois foi de ônibus para Vacaria. Desceu na rodoviária, que fica a 300 metros da sua casa e, quando chegava, foi abordado por um motociclista”, disse o delegado.

Relatos de testemunhas apontaram que o amante havia saído de casa com a motocicleta ao menos três vezes antes do crime, ocorrido por volta das 2h. “No dia seguinte ao crime, descobrimos que ele vendeu a moto para uma pessoa que sequer tinha dinheiro para pagar, como se estivesse desesperado”, acrescentou o delegado.

A investigação durou cinco meses até que a polícia reunisse provas suficientes para pedir o indiciamento dos suspeitos. “A mulher chorou bastante no funeral, chorou bastante na delegacia. Ouvimos também o amante, que ela admitiu ser o amante, e quando quebramos o sigilo dos celulares, encontramos a troca de mensagens. Não tinha como negar”, afirmou o delegado.

Jodoe e a esposa têm uma filha de 12 anos. De acordo com o delegado, o crime foi cometido para evitar a divisão dos bens do casal na separação. O seguro de vida tinha como beneficiária a mulher da vítima.

A polícia já havia feito um pedido de prisão preventiva da mulher e do amante, que não foi aceito pela Justiça. O Ministério Público recorreu da decisão, que está em tramitação o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. No indiciamento, a polícia refez o pedido para ambos.

 

G1 RS

 

Ler 3197 vezes Última modificação em Quarta, 17 Maio 2017 08:45

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