Domingo, 11 Março 2018 13:50

Inquérito contra Temer no STF é "perda de dinheiro público", diz Marun

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iG São Paulo

Ministro defende tese de que não houve irregularidade na edição do Decreto dos Portos, uma vez que a empresa Rodrimar não foi favorecida pela medida

Escalado para a equipe ministerial por conta da reforma da Previdência, ministro Carlos Marun tem sido escudeiro de Temer

Escalado para a equipe ministerial por conta da reforma da Previdência, ministro Carlos Marun tem sido escudeiro de Temer

Foto: Alan Santos/PR - 15.12.17

O ministro-chefe da Secretaria de Governo, Carlos Marun, afirmou nesta segunda-feira (12) que oinquérito que investiga o presidente Michel Temer por supostamente ter aceitado propina parafavorecer a empresa Rodrimar com a edição do Decreto dos Portos é uma "perda de dinheiro público".


"O Decreto dos Portos não beneficia a Rodrimar. Esse inquérito é perda de dinheiro público, essa é a realidade", criticou Carlos Marun durante a abertura do 1º Congresso Nacional de Municípios, realizado na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

A investigação contra Temer no STF foi aberta em setembro do ano passado a pedido do então procurador-geral da República Rodrigo Janot. O pontapé inicial do caso foi a interceptação, pela Polícia Federal, de ligações telefônicas realizada pelo ex-assessor do presidente Rodrigo Rocha Loures – que estava grampeado por conta das investigações sobre o caso da mala com R$ 500 mil da JBS. Foi no âmbito desse inquérito que o relator, ministro Luís Roberto Barroso, autorizou a quebra do sigilo bancário do presidente Temer.

Marunvoltou a dizer nestasegunda-feira que o presidente "não tem nada a esconder" e que abrirá seu sigilo bancário à imprensa, conforme reportado pelo jornal O Estado de S.Paulo.

Cármen Lúcia

O ministro afirmou ainda que "alguns setores" estão travando uma "guerra" com Temerpor conta da investigação sobre o Decreto dos Portos. Questionado sobre se a presidente do Supremo, ministra Cármen Lúcia, faz parte dessa "guerra", Marun negou, acrescentando que não viu "nada de excepcional" noencontro ocorrido entre Temer e Cármen Lúcia no último sábado (10).

"Não vejo nada de excepcional que presidentes de poderes dialoguem no âmbito do necessário respeito e harmonia que deve existir entre os poderes", disse Marun.

Todos por Temer

As declarações do chefe da Secretaria de Governo vão de encontro com pedido que Temer deve fazer no início desta noite emreunião com líderes e vice-líderes de partidos da base aliada no Congreeso. O presidente cobra empenho de seus apoiadores para defender sua imagem diante da repercussão dos inquéritos contra ele no STF.

Além do inquéritosobre o Decreto dos Portos criticado por Carlos Marun, Temer é ainda alvo de investigação que apurapropina da Odebrecht para campanhas do MDB em 2014. Além do presidente, também são investigados nesse processo os ministros EliseuPadilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral).

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