Segunda, 12 Março 2018 13:44

Ministério da Saúde lança campanha de vacinação contra HPV e meningite C

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iG São Paulo

Jovens entre 9 e 13 anos devem ir aos postos de saúde para se proteger; campanha vai até o fim do mês, mas doses estarão disponíveis o ano todo

Ministro da Saúde, Ricardo Barros, reconhece que é preciso criar aproximação dos jovens com a área da saúde

Ministro da Saúde, Ricardo Barros, reconhece que é preciso criar aproximação dos jovens com a área da saúde

Foto: Marcelo Camargo/ABr

Mais de 10 milhões de jovens deverão ser vacinados contra o vírus HPV neste ano.

Para atingir esse público, o Ministério da Saúde lançou nesta terça-feira (13) a Campanha de Mobilização e Comunicação para a Vacinação do Adolescente contra HPV e Meningites.

Durante o evento de inauguração da ação, foi apresentado um estudo que revelou que a prevalência do papilomavírus humano ultrapassa os 50% no Brasil. Por isso, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, ressaltou que a ideia da campanha é aumentar o número de jovens vacinados contra o HPV.

Dessa forma, meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos poderão ir a qualquer posto de saúde para conseguir a vacina. São duas doses que devem ser tomadas, sendo a segunda depois de seis meses.

Além disso, a campanha também reforça a importância da vacinação contra meningite C. Neste ano, a faixa etária de imunização contra a doença foi ampliada e passa a ser de 11 a 14 anos para os meninos, e 12 e 13 para as meninas. Até 2017, eram imunizados apenas meninos e meninas de 12 e 13 anos.

“A campanha está completamente de acordo com a mudança de foco que estamos implantando no Ministério da Saúde, que é priorizar a prevenção”, avaliou Barros.

Apesar da ação, a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações, Carla Domingues, explicou que a vacina estará disponível o ano inteiro para adolescentes e não em um período pré-definido.

Leia também:Aparelho usado para eliminar verrugas genitais pode ser eficaz contra o HPV

Aproximação dos jovens

A campanha, que será veiculada de 13 a 30 de março, será apenas de esclarecimento e conscientização para que o público alvo compareça aos pontos de vacinação até o fim de 2018.

Com o slogan "Não perca a nova temporada de vacinação contra a meningite C e o HPV", farão parte da estratégia a exibição de filmes, jingles para rádios, outdoors, envelopamentos em metrôs e ônibus, peças digitais e conteúdos para redes sociais, cartazes e folders.

Essa foi a tática adotada pelo governo para incentivar jovens a irem buscar a imunização. Durante a coletiva de imprensa, o ministro da Saúde reconheceu que falta aproximar esse público dos postos de vacinação. “Dificilmente a gente consegue levá-los à unidade de saúde”, afirmou Barros.

Para fabricar as 14 milhões de vacinas contra o HPV, a pasta vai gastar R$ 506,6 milhões e R$ 493 milhões para comprar as mais de 15 milhões de doses contra meningite C.

Vacinação nas escolas

Durante coletiva de imprensa, Barros cobrou maior participação dos gestores municipais e das escolas no processo de imunização, já que adolescentes configuram um público-alvo que dificilmente procura os centros de saúde.

A pasta informou que já enviou ao Ministério da Educação material informativo sobre ambas as doenças. A proposta consiste em estimular os professores a conversar com alunos e familiares sobre o tema.

“Nesta campanha, vamos pedir ao MEC que solicite às escolas o envio ao Ministério da Saúde da programação de vacinação em cada unidade escolar”, completou o ministro.

HPV

Dados do ministério apontam que, desde a incorporação da vacina contra o HPV no Calendário Nacional de Vacinação, 4,9 milhões de meninas completaram o esquema com a segunda dose, totalizando 48,7% do total de público na faixa etária de 9 a 14 anos.

Com a primeira dose, foram vacinadas 8 milhões de meninas nessa mesma faixa, o que corresponde a 79,2%. A pasta alerta, entretanto, que a cobertura vacinal só está completa com as duas doses.

Já entre os meninos, 1,6 milhão foram vacinados com a primeira dose, o que representa 43,8% do público-alvo.

No Brasil, são estimados 16 mil casos de câncer de colo do útero por ano e 5 mil óbitos de mulheres associados à doença. Mais de 90% dos casos de câncer anal e 63% dos cânceres de pênis são atribuídos à infecção, principalmente pelo subtipo 16.

*Com informações da Agência Brasil

Leia também:Entenda por que fazer o Papanicolau pode evitar o câncer do colo do útero

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