Domingo, 15 Abril 2018 03:59

Macron diz que convenceu Trump a permanecer na Síria Destaque

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Presidente francês afirmou que bombardeio não foi declaração de guerra. Para Macron, ação militar da França, EUA e Reino Unido foi conduzida perfeitamente. Presidente francês, Emmanuel Macron, é fotografado antes de dar entrevista para BFM TV, no domingo (15) Francois Guillot/ Reuters O presidente francês, Emmanuel Macron, disse neste domingo (15) que os bombardeios na Síria não foram uma declaração de guerra contra o regime de Bashar Al-Assad. O chefe de estado francês garantiu ter convencido o presidente americano, Donald Trump, a não retirar suas tropas da Síria e se comprometer com uma ação a longo prazo. "Não declaramos guerra ao regime de Bashar Al-Assad", afirmou Macron em uma entrevista na televisão, depois que seu país, junto com Estados Unidos e Reino Unido, realizou na sexta-feira (6) bombardeios contra a Síria.
Três locais vinculados ao programa de armamento químico sírio perto de Damasco e no centro do país foram alvos do ataque. No entanto, Macron insistiu na necessidade de enviar uma mensagem de que o uso de armas químicas não ficaria impune. "O que eu quero que entendam é que temos plena legitimidade internacional para intervir neste caso", disse Macron em sua primeira entrevista desde o ataque lançado em represália contra o regime sírio. Céu de Damasco se ilumina durante ofensiva dos Estados Unidos na Síria no início do dia 14 de abril AP Photo/Hassan Ammar "Foi a comunidade internacional que interveio", acrescentou, reiterando que a França e seus aliados obtiveram "provas" de que o governo Al-Assad utilizou cloro no ataque em Duma, na região de Guta Oriental, em 7 de abril. Quarenta pessoas morreram e dezenas ficaram feridas nesta ação militar. Macron também ressaltou que operação foi conduzida "perfeitamente", sem deixar vítimas. O bombardeio empreendido pela França, EUA e Reino Unido visaram centros de pesquisas e centros militares vinculados ao programa de armas químicas do regime de Bashar Al-Assad. Logo depois do ataque, Trump também declarou que o ataque foi "perfeitamente executado". 'Convencemos Trump' Na mesma entrevista, Macron afirmou ter desempenhado um papel determinante para convencer o presidente americano, Donald Trump, de não retirar suas tropas da Síria. "Há 10 dias o presidente Trump dizia que os Estados Unidos consideravam deixar a Síria (...), o convencemos de que era necessário permanecer no longo prazo", declarou Macron. "O convencemos também de que se teria que limitar os bombardeios às armas químicas, em um momento em que havia furor midiático através do Twitter". Apesar das tensões com a Rússia, Macron reafirmou a necessidade de "falar com todos", incluindo os aliados de Al Assad, para alcançar uma solução política para o conflito na Síria, há sete anos em guerra. Para chegar a uma "solução duradoura", "devemos falar com Irã, Rússia e Turquia", disse o chefe de Estado francês. Esta foi a primeira operação militar de maior importância ordenada por Emmanuel Macron, que assumiu a presidência francesa há menos de um ano. Em 2017, o presidente francês disse que o uso de armas químicas significaria para ele uma "linha vermelha", levando a uma "resposta imediata" por parte da França.
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