Segunda, 14 Maio 2018 18:19

Pesquisadores decifram páginas inéditas de diário de Anne Frank Destaque

Avalie este item
(0 votos)

Com técnicas da fotografia digital, pesquisadores solucionam mistério das duas páginas que foram cobertas com papel pardo. Trechos descobertos abordam sexo, prostituição e piadas atrevidas. Anne Frank Reprodução/Globo News Depois de mais de 70 anos, pesquisadores decifraram o conteúdo de duas páginas do diário de Anne Frank que haviam sido escondidas debaixo de um papel pardo, anunciou nesta terça-feira (15) a Fundação Anne Frank, em Amsterdã. A descoberta foi possível graças à fotografia digital. As páginas escritas pela jovem judia continham piadas atrevidas e uma explicação franca sobre sexo, contracepção e prostituição. "Os textos nos aproximam mais da garota e da escritora Anne Frank.
Ela era uma jovem de 13 anos em plena puberdade”, afirmou o diretor da fundação, Ronald Leopold. Anne escreveu as páginas que foram ocultadas em 28 de setembro de 1942, menos de três depois dela e de sua família se esconderem dos nazistas no fundo de uma casa em Amsterdã. Provavelmente temendo que alguém pudesse ler o que escreveu, Anne cobriu as páginas com o papel pardo. O conteúdo das páginas permaneceu um mistério por décadas. Nelas, além de um texto sobre sexualidade feminina, os pesquisadores descobriram quatro piadas sobre sexo, que Anne as classificou como sujas. Em uma das passagens, a jovem descreveu com uma menina de cerca de 14 anos menstrua, dizendo que esse "é um sinal que ela pode ter relações com um homem, mas não faz isso antes de se casar”. No trecho sobre prostituição, Anne afirma que todos os homens normais "vão com mulheres que abordam nas ruas”. Especialistas disseram que os novos textos, quando analisados no diário como um todo, revelam mais sobre a evolução de Anne como escritora do que sobre seu interesse por sexo. Anne escreveu em outras partes do seu diário sobre sua sexualidade florescente e seu corpo. Essas passagens haviam sido censuradas pelo seu pai antes da publicação do diário em 1947, mas aparecem em edições mais recentes. Para decifrar as páginas, pesquisadores do Instituto para Guerra, Holocausto e Estudos de Genocídio fotografaram as páginas, iluminadas por um flash, e depois usaram um software de processamento de imagens para decifrar as palavras. Anne escreveu seu diário por mais de dois anos durante a Segunda Guerra Mundial. Em agosto de 1944, o esconderijo da família foi descoberto e eles foram deportados para o campo de extermínio de Auschwitz. Somente o pai de Anne, Otto Frank sobreviveu. Anne e sua irmã morreram no campo de concentração de Bergen-Belsen no início de 1945, provavelmente de tifo. Anne tinha 15 anos. Depois da guerra, Otto publicou o diário de sua filha, que se tornou um símbolo de esperança e resiliência. A obra foi traduzida para dezenas de idiomas. A casa onde a família se escondeu em Amsterdã foi transformada em museu e é uma das atrações turísticas mais populares da cidade.
Ler 148 vezes

Usuários Online

Temos 2075 visitantes e Nenhum membro online

VITRINE PUBLICITÁRIA

Promoção ZERO GRAU!

Green House

VIVO Multicell - Três Passos

Igreja Dom de Maravilha

Campeão de audiência

Vende-se prédio comercial em Humaitá

Anuncie aqui

Leitor Repórter

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

CIDADE

Números para chamados de emergência em T…

POLÍCIA

Briga entre vizinhos termina em morte no…

ESPECIAL

Quarta-feira segue com tempo firme no Ri…

POLÍCIA

Preso em São Martinho homem condenado po…

INUSITADO

Defunto é chamado para trabalhar como co…

ESPECIAL

Corsan informa corte no fornecimento de …

POLÍCIA

Namorado de jovem gaúcha desaparecida no…

INUSITADO

Homem simula o próprio sequestro para fi…

SEGURANÇA

Mulher morre queimada em incêndio no Nor…

TRÂNSITO

Carro bate em caminhão e motorista fica …

ESPECIAL

Sequestrador de mãe e filho em Três Pass…

POLÍCIA

Mãe e filho são sequestrados em cemitéri…

...