Terça, 15 Maio 2018 18:41

Defesa de Lula pede que delação da J&F não seja enviada ao juiz Moro

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iG São Paulo

Advogados alegaram que os fatos não têm relação com as investigações da Lava Jato e, por isso, devem ser remetidos para a Justiça Federal em Brasília

Para defesa do ex-presidente Lula, os fatos devem ser remetidos para a Justiça Federal em Brasília

Para defesa do ex-presidente Lula, os fatos devem ser remetidos para a Justiça Federal em Brasília

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado - 29.8.16

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediunesta quarta-feira(16) ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin que trechos das delações de executivos do grupo J&F não sejam remetidos para a 13ª Vara Federal em Curitiba, comandada pelo juiz Sérgio Moro.

Para os advogados de Lula, os fatos não têm relação com as investigações da Lava Jato e, por isso, devem ser remetidos para a Justiça Federal em Brasília, onde estão emtramitação outros processos envolvendo as delações do grupo J&F.

"Registre-se, por oportuno, que já se encontram em trâmite, perante a Subseção Judiciária de Brasília, três procedimentos investigatórios oriundos dos termos de colaboração que visam a apurar a suposta conta que o Grupo JBS manteria em benefício do Peticionário ou do Partido dosTrabalhadores", argumenta a defesa.

Em um dos depoimentos de delação, o empresário Joesley Batista disse que tratou assuntos de interesse da JBS com o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega no âmbitodo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Em contrapartida, o PT teria recebido contribuições em contas no exterior, que poderiamtero ex-presidente como beneficiário.

Em 2005, por exemplo, o dono da JBS relatouque pleiteou junto ao BNDES financiamento no valor deUS$ 80 milhões para tocar um plano de expansão da empresa. O encontro com Guido Mantega, então presidente do banco, foi intermediado pelo empresário Victor Garcia Sandri, amigo pessoal de Mantega.

Leia também:MPF denuncia Joesley Batista por comprar atuação de procurador da República

Vic, como o empresário é conhecido, pediu naquela ocasião para que fosse pago a ele e a Guido um percentual de 4% do valor total do financiamento. O pagamento foi feito por meio de uma conta de offshore, segundoconta Joesley.

As transações entre o grupo JBS e o BNDES prosseguiram nos anos seguintes, mesmo com Guido Mantega já longe do banco, que passou a ser presidido por Luciano Coutinho. Joesley conta que Mantega influenciava nas decisões do BNDES e, em 2009, o empresário passou a tratar da propina diretamente com Guido, sem maisa intermediação do empresário Vic.

Doações e encontro com ex-presidente

Em 2014, conta o empresário na delação, Guido Mantega o chamou "quase que semanalmente" para reuniões, nas quais ele apresentava listas de políticos que deveriam receber doações de campanha pela JBS.No primeiro encontro, em julho de 2014, a lista se referia a candidatos do PMDB.

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Joesley afirma que, naquele ano, ele encontrou com o ex-presidente Lula na sede do Instituto Lula em São Paulo e disse que as doações da JBS para campanhas já ultrapassavam R$ 300 milhões. O empresário se mostrou preocupado com a situação e disse ao petista que isso "atraía risco de exposição". O ex-presidente então "olhou nos olhos de Joesley, mas nada disse", conforme relata o dono da JBS.

* Com informações da Agência Brasil

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