Terça, 12 Junho 2018 14:15

Fernando Cavendish e mais 14 são condenados na Operação Saqueador

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iG São Paulo

Condenados eram investigados pelo crime de lavagem de R$ 370 milhões entre 2007 a 2012; outras oito pessoas foram absolvidas pelo juiz Bretas

Fernando Cavendish, empresário e ex-dono da empreiteira Delta, foi condenado a quatro anos e dois meses de prisão

Fernando Cavendish, empresário e ex-dono da empreiteira Delta, foi condenado a quatro anos e dois meses de prisão

Foto: Antonio Augusto/Agência Câmara

O juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal Federal do Rio, condenouo empresário Fernando Cavendish, dono da empreiteira Delta Construções S/A e mais 14 pessoas no âmbito daOperação Saqueador.

O magistrado também decidiu absolver, nesta quarta-feira (13), oito pessoas que eram investigadas no processo.

Na denúncia do Ministério Público Federal, Fernando Cavendish, os operadores Carlinhos Cachoeira, Adir Assad e Marcelo Abbud eram acusados de lavagem de R$ 370 milhões entre 2007 a 2012.

Classificado como "principal idealizador dos esquemas ilícitos" pelo magistrado, Cavendish foi condenado a quatro anos, dois meses e dez dias de prisão. Na decisão, Bretas ressalta que o réu era "o grande beneficiário das práticas de lavagem de dinheiro".

Carlos Augusto Ramos, o bicheiro conhecido como Carlinhos Cachoeira, foi sentenciado a 9 anos e 6 meses de prisão. O juiz escreveu que a "culpabilidade (de Cachoeira) era de extrema relevância", pelo volume expressivo de valores que ocultou por meio de empresas criadas especificamente para esconder dinheiro.

Leia também:Ministro do STJ nega mais um recurso de Lula para deixar prisão

Veja a lista de condenados:

  • Fernando Antônio Cavendish Soares- 4 anos, 2 meses e 10 dias de reclusão
  • Carlos Alberto Duque Pacheco- 4 anos, 2 meses e 10 dias de reclusão
  • Cláudia Maria de Andrade Salgado- 3 anos e 3 meses de reclusão
  • Dionísio Janoni Tolomei- 8 anos e 2 meses de reclusão
  • André Machado Ferreira- 8 anos e 2 meses de reclusão
  • Heraldo Puccini Neto- 8 anos e 2 meses de reclusão
  • Paulo Meriade Duarte- 8 anos e 2 meses de reclusão
  • Cláudio Dias de Abreu- 3 anos e 3 meses de reclusão
  • Aluízio Alves de Souza- 9 anos e 6 meses de reclusão
  • Adir Assad- 9 anos e 6 meses de reclusão
  • Marcelo José Abbud- 9 anos e 6 meses de reclusão
  • Sônia Mariza Branco- 5 anos de reclusão
  • Sandra Maria Branco Malago- 4 anos e 7 meses de reclusão
  • Carlos Augusto de Almeida Ramos (Carlinhos Cachoeira)- 9 anos e 6 meses de reclusão
  • Geovani Pereira da Silva- 6 anos e 10 meses de reclusã

Abolvidos:

  • Marília Pinto Ribeiro
  • Geraldo Emídio Alves
  • Luiz Henrique da Cunha Carneiro
  • Humberto Soares de Mello
  • Rodrigo Moral Dall Agnol
  • Denise Salviano Ribeiro de Olveira
  • Adalberto Palhinhas Martins
  • Amauri Pontalti

Investigação

Os investigadores apuraram a atividade da empreiteira Delta e constataram que, entre os anos de 2007 a 2012, a empresa teve 96,3% do seu faturamento oriundo de verbas públicas, chegando ao montante de quase R$ 11 bilhões.

Desse total, mais de R$ 370 milhões foram lavados, por meio de pagamento ilícito a 18 empresas de fachada, criadas pelos chamados “operadores” do esquema. Cachoeira, Assad e Abbud eram os responsáveis por criar as empresas fantasmas que lavavam os recursos públicos, por meio de contratos fictícios, que eram sacados em espécie, para o pagamento de propina a agentes públicos, de forma a impedir o rastreamento das verbas.

Essas companhias existentes somente no papel pertencem aos dois principais grupos de operadores do esquema Delta, segundo o MPF, o liderado por Assad e o liderado por Cachoeira. No caso do primeiro grupo, Adir Assad já foi condenado pelo juiz Sérgio Moro a nove anos e 10 meses de prisão por utilizar suas empresas de fachada para lavar o dinheiro da propina no esquema de corrupção na Petrobrás.

Leia também:Relator pede que contas do governo Temer sejam aprovadas pelo TCU

Para o MPF, ele teria adotado o mesmo modus operandi, inclusive usando as mesmas empresas fictícias, para lavar dinheiro da empresa de Fernando Cavendish que teria sido direcionado para o bolso de agentes públicos e até políticos.

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