Terça, 10 Julho 2018 07:52

Acusada de assassinatos neonazistas na Alemanha é condenada à prisão perpétua

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Decisão da corte de Munique priva Beate Zschäpe, de 43 anos, de pedir liberdade condicional antes de 15 anos do cumprimento da pena, em consequência da 'particular gravidade de seus crimes'. Beate Zschaepe, ao lado de seu advogado Hermann Borchert, antes da divulgação da sentença à prisão perpétua à qual ela foi condenada em Munique, na Alemanha Peter Kneffel / AFP Um tribunal alemão condenou nesta quarta-feira (11) à prisão perpétua Beate Zschäpe por sua participação em vários assassinatos racistas como integrante de um grupo neonazista, um caso que provocou grande comoção na Alemanha. A corte de Munique também priva a acusada de 43 anos, única integrante viva do trio "Clandestinidade Nacional Socialista" (NSU), da possibilidade de solicitar a liberdade condicional antes de 15 anos, em consequência da "particular gravidade de seus crimes".
A pena pronunciada nesta quarta está de acordo com o que havia sido solicitado pela Promotoria em 2017. Beate Zschäpe era julgada desde maio de 2013 pelo assassinato de oito turcos ou pessoas de origem turca, um grego e de uma policial alemã, entre 2000 e 2007. Durante os cinco anos de julgamento, a acusada falou em poucas ocasiões e negou sua responsabilidade nos assassinatos. No fim do processo afirmou que, para ela, a ideologia de extrema-direita não tinha importância. Beate Zschäpe também foi condenada nesta quarta por dois atentados contra comunidades estrangeiras e 15 assaltos a bancos cometidos pelo trio NSU, que ela formava com Uwe Mundlos e Uwe Böhnhardt, que passou 14 anos na clandestinidade. Uwe Böhnhardt, acusado pelo crime, aparece ao lado de Beate Zschäpe, outra integrante do trio neonazista NSU, em foto de 2004 divulgada pelo Gabinete Criminal Federal alemão HO/DPA/Bundeskriminalamt/AFP Outros quatro neonazistas, suspeitos de ajudar o trio com a logística, foram condenados a penas que oscilam entre dois anos e meio e 10 anos de prisão. Em novembro de 2011, a polícia encontrou Uwe Mundlos e Uwe Böhnhardt mortos a tiros no momento em que seriam detidos. Os investigadores acreditam que eles cometeram suicídio ou que um deles matou o cúmplice antes de tirar a própria vida.
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