Quarta, 11 Julho 2018 00:00

STF manda retomar pagamento de pensão a filhas solteiras maiores de 21 anos

Avalie este item
(1 Votar)

Foto: Reprodução

A presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, deferiu liminares em dois Mandados de Segurança (MS 35795 e 35814) de beneficiárias que recebem pensão por morte concedida a filhas solteiras maiores de 21 anos de servidores públicos civis com base na Lei 3.373/1958. Por determinação do Tribunal de Contas da União, o pagamento das pensões foi suspenso pelos órgãos de origem de seus pais - Ministérios do Trabalho e do Planejamento, respectivamente. Por causa dos fundamentos jurídicos apresentados e da natureza alimentar da pensão, a ministra determinou o restabelecimento do pagamento. As informações foram divulgadas no site do STF.

Os dois mandados de segurança são de relatoria do ministro Edson Fachin que, em maio, anulou os efeitos do acórdão do TCU na parte em que determinou a revisão e o cancelamento de benefícios previdenciários de pensão por morte concedidos a filhas solteiras maiores de 21 anos de servidores públicos civis, com base na Lei 3.373/1958, que tenham atualmente outras fontes de renda. A decisão do ministro foi tomada no Mandado de Segurança (MS) 35032 e estendida a outros 215 processos que discutiam a mesma matéria.

Fachin aplicou a jurisprudência já consolidada do STF no sentido de que a lei que rege a concessão do benefício de pensão por morte é a vigente na data do óbito do segurado. Por esse motivo, segundo o ministro, a interpretação mais adequada a ser dada ao dispositivo da Lei 3.373/1958 "é aquela que somente autoriza a revisão da pensão concedida com amparo em seu regramento nas hipóteses em que a filha solteira maior de 21 anos se case ou tome posse em cargo público permanente'. Isso porque não havia na lei de 1958 a hipótese de cessação da pensão em decorrência do exercício, pela pensionista, de outra atividade laborativa que lhe gerasse algum tipo de renda, à exceção de cargo público permanente.

Em sua decisão, a presidente da Corte anotou que a situação apresentada nos dois mandados de segurança "é análoga aos processos decididos anteriormente pelo ministro Fachin", acrescentando que os fundamentos apresentados nos dois casos são relevantes e, portanto, justificam a liminar. "Seu indeferimento poderia conduzir à ineficácia da medida se a providência viesse a ser deferida somente no julgamento de mérito por ter a pensão natureza alimentar, com gravosas consequências do não recebimento pela (s) impetrante (s)", concluiu a presidente do STF, que atua no plantão da Corte Suprema neste mês de julho.

CP

Ler 238 vezes Última modificação em Quinta, 12 Julho 2018 17:53

Usuários Online

Temos 2481 visitantes e Nenhum membro online

VITRINE PUBLICITÁRIA

Astor Mallmann – Representante Telha Cer…

Green House

VIVO Multicell - Três Passos

Igreja Dom de Maravilha

Campeão de audiência

Vende-se prédio comercial em Humaitá

Anuncie aqui

Leitor Repórter

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ESPECIAL

Vídeo e fotos da Festa do Colono e Motor…

TRÂNSITO

Cinco pessoas ficam feridas após queda e…

GERAL

Mega-Sena acumula e pode pagar R$ 72 mil…

POLÍCIA

Relojoaria é assaltada no centro de Três…

FENÔMENO

Maior eclipse lunar do século, 'lua de s…

DIVERSOS

Projeto Vereador Mirim é desenvolvido em…

DICAS

Gratidão – Como essa emoção pode ajudar …

ESPECIAL

Motorista relata aparição de mulher de b…

INUSITADO

Vídeo do último indígena sobrevivente de…

POLÍCIA

Quadrilha ataca banco com explosivos no …

ESPECIAL

Médico esquece pano na barriga de pacien…

TEMPO

Primeiro o calor, depois a chuva e agora…

...