Quinta, 13 Setembro 2018 13:43

Desigualdade prejudica resultado de desenvolvimento humano do Brasil Destaque

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País cai 17 posições em ranking global da ONU se levados em conta fatores como má distribuição de renda e desigualdades na educação e na expectativa de vida. Comunidade da Favela do Piolho, Zona Sul de São Paulo Kleber Tomaz/G1 O Brasil mais um ano aparece na 79ª posição no ranking global do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), divulgado nesta sexta-feira (14) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). No entanto, quando se leva em conta a desigualdade no país, o desempenho brasileiro cai, e o país perde 17 posições. Ao medir o desenvolvimento em 189 países, o Pnud também avaliou, em 151 deles, o IDH “ajustado às desigualdades”.
Este índice mede a perda do desenvolvimento humano devido à distribuição desigual dos ganhos do IDH. No IDH geral, o Brasil tem índice 0,759. Com o ajuste que leva em conta as desigualdades, despenca para 0,578- – este colocaria, por si só, colocaria o Brasil na categoria de “médio” desenvolvimento, quando no ranking geral está situado entre os de "alto" desenvoltimento. Isso representa uma queda de 23,9% do IDH. Entre os países da América do Sul, o Brasil é o terceiro país que mais perde percentualmente neste índice, atrás do Paraguai (25,5%) e da Bolívia (25,8%). Leia também: Brasileiras têm mais anos de estudo, mas renda menor que homens O Pnud estabelece um índice separado para três dimensões de desigualdade nos países. No caso do Brasil, o pior índice fica com a má distribuição de renda (0,471), seguida da desigualdade na educação (0,535) e na expectativa de vida (0,765). Os cinco primeiros países com desenvolvimento humano classificado como "muito alto" também perdem posições no IDH quando são avaliadas as desigualdades - Noruega (-1), Suíça (-2), Austrália (-4), Irlanda (-7) e Alemanha (-2). Ranking de desenvolvimento humano Alexandre Mauro Medido anualmente pelo Pnud, o IDH vai de 0 a 1 - quanto maior, mais desenvolvido o país - e tem como base indicadores de saúde, educação e renda. Neste ano, o Brasil alcançou o IDH de 0,759, com uma pequena melhora em relação ao ano passado, de 0,001. É o terceiro ano seguido que o país mantém a 79ª posição no levantamento. Na classificação da ONU, o Brasil segue no grupo dos que têm “alto” desenvolvimento humano. A escala classifica os países analisados com IDH “muito alto”, “alto”, “médio” e “baixo”. O Brasil tem o 5º melhor IDH entre os países da América do Sul, atrás de Chile (0,843), Argentina (0,825), Uruguai (0,804) e Venezuela (0,761). Evolução do Brasil no IDH Infografia: Alexandre Mauro Se comparado aos países que fazem parte do Mercosul, o Brasil só fica na frente do Paraguai (0,702), na 110º posição do ranking mundial. Na comparação com os países do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), o Brasil tem um IDH menor que o da Rússia (0,816), que está na 49º lugar no ranking. A China vem atrás (IDH 0,502, excluída Hong Kong) na 86ª posição, seguida pela África do Sul (0,618), em 113º lugar e, por fim, Índia (0,427), na 130ª colocação.
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Dra Carin Bogado Petry

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