Terça, 09 Outubro 2018 10:17

Mandados de busca e apreensão são cumpridos em prefeitura no RS

Avalie este item
(0 votos)

Foto: MP RS

Nesta terça-feira, 09, a Procuradoria de Prefeitos e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) Fronteira Oeste cumprem mandados judiciais de suspensão do exercício do cargo dos secretários municipais de Meio Ambiente e Finanças de Bagé. A decisão, solicitada pelo MP em virtude de investigações de irregularidades licitatórias, tem validade de 180 dias.

Nesse período, os dois também não poderão frequentar a Prefeitura. Também foram suspensas as atividades econômicas de três empresas, bem como os contratos que elas mantêm com a Prefeitura – no caso do serviço de coleta de resíduos sólidos, foi dado o prazo de 30 dias antes da cessação das atividades para que não sejam interrompidas antes de nova contratação. São cumpridos, ainda, mandados de busca e apreensão em dez residências, nas sedes das duas empresas investigadas e em quatro repartições municipais.

Os promotores de Justiça Antônio Képes, da Procuradoria de Prefeitos, e Cláudio Rafael Morosin Rodrigues, coordenador do Gaeco Fronteira Oeste, estarão à disposição da imprensa para esclarecimentos entre 10h30 e 11h30 na sede do MP em Bagé.

Também participam da operação a coordenadora da Procuradoria de Prefeitos, Ana Rita Schinestsck, e os promotores-assessores Alexandre Salim, Rodrigo Zilio e Heitor Stolf Júnior, além dos coordenadores do Centro de Apoio Operacional Cível e de Defesa do Patrimônio Público e da Moralidade Administrativa, José Francisco Seabra Mendes Junior, e do Núcleo de Investigações do MP, Diego Rosito de Vilas.

Os trabalhos têm apoio do Tribunal de Contas do Estado, da Brigada Militar e da Polícia Civil.

INVESTIGAÇÕES

As investigações iniciaram a partir do projeto O MP Está de Olho, do Centro de Apoio de Proteção do Patrimônio Público, a respeito das contratações de recolhimento de lixo. Foram identificados indícios de irregularidades nas contratações da Prefeitura de Bagé realizadas a partir de 2017 por meio de dispensas de licitação, fracionamentos e pagamentos em duplicidade, sem prévio empenho ou mesmo sem contrato, para beneficiar as empresas de três suspeitos.

Um dos contratos irregulares teria sido feito para a prestação de serviço de coleta de resíduos sólidos, a partir de seleção com dispensa ilegal de licitação e direcionamento, para uma empresa que não possuía experiência no ramo.

O Laboratório de Lavagem de Dinheiro do MP detectou irregularidades na contratação para a coleta de lixo na cidade. Há suspeita de superfaturamento tanto para este serviço quanto para a copeiragem, higienização e desinfecção de postos de saúde, cujas atividades eram realizadas por outra empresa suspeita.

MP RS

Ler 1606 vezes

Usuários Online

Temos 38251 visitantes e 4 membros online

.......

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ESPORTES

Geromel vê Brasileirão ficar mais difíci…

FAMOSOS

Globo comunista ou golpista? Emissora su…

MODA

Bolsa de palha é o acessório que vai dom…

SEXO

Quando preciso começar a pensar em inova…

BICHOS

Vídeo - Píton enorme cai do teto de banc…

VARIEDADES

Apenas 3,3% dos estudantes brasileiros q…

EDUCAÇÃO

Leveza e encantamento marcam Encontro Re…

DIVERSOS

Definidos os finalistas do campeonato de…

ESPECIAL

Governo confirma início do horário de ve…

GERAL

Divulgada pesquisa Ibope do segundo turn…

ESTADO

Novos pardais das rodovias federais do R…

POLÍCIA

Bebê de nove meses é encontrado morto no…