Segunda, 08 Outubro 2018 16:59

Lula pediu para Haddad não visitá-lo mais, diz Gleisi Hoffmann

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iG São Paulo

Segundo a presidente nacional do PT, ex-presidente disse para Haddad ir fazer campanha; presidenciável foi a Curitiba na última segunda-feira (8)

Segundo Gleisi Hoffmann, ex-presidente Lula teria dito para que Fernando Haddad faça campanha

Segundo Gleisi Hoffmann, ex-presidente Lula teria dito para que Fernando Haddad faça campanha

Foto: Claudio Kbene

Atendendo a um pedido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o candidato à Presidência Fernando Haddad (PT) não deve mais visitá-lo em Curitiba na etapa final da campanha. A informação foi divulgada nesta terça-feira (9) pela presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR).

Lula está preso desde abril na carceragem da Polícia Federal após condenação em segunda instância por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá (SP). Ir a Curitiba nas segundas-feiras era parte da rotina de Fernando Haddad no primeiro turno, como ocorreu no dia 8 logo após as eleições.

De acordo comGleisi, foi o próprio Lula que determinou a Haddad para concentrar os esforços na campanha. “'Manda o Haddad fazer campanha, não precisa mais vir aqui'”, disse a presidente do PT repetindo a frase que teria sido dita pelo ex-presidente.

“Estamos com um curto espaço de tempo. Só temos mais duas semanas”, justificou sobre a orientação do ex-presidente.A senadora participou de reunião do diretório nacional da legenda e governadores.

Haddad passou a manhã desta terça-feira (9) reunido com líderes do PT em São Paulo. À tarde, ele recebeu o apoio dos governadores do Maranhão Flávio Dino (PCdoB);do Piauí, Wellington Dias (PT); da Bahia, Rui Costa (PT);de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT) e do Ceará, Camilo Santana (PT).

Segundo Haddad, durante a reunião com os governadores, foram discutidas propostas “sensíveis ao Nordeste”, como a questão da segurança pública e da saúde. “A Polícia Federal vai passar a atuar no próximo governo contra o crime organizado nacionalmente. A ideia é que nós avancemos no programa que foi apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral [TSE] com a ideia de que parte grande do crime hoje tem organizações nacionais”, apontou. No tema da saúde, ele disse que vai criar policlínicas para oferta de serviços de especialidade e cirurgias eletivas.

O candidato do PT reuniu-se ainda como candidato pelo PSOL, Guilherme Boulos, que oficializou apoio no segundo turno. “É o primeiro partido que a gente tem o apoio formal e encontro com Fernando Haddad”, enfatizou Gleisi.

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