Quinta, 15 Novembro 2018 13:00

Saiba tudo sobre DST em animais, as formas de contágio e de prevenção

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É comum acreditar que as doenças sexualmente transmissíveis são exclusivas do ser humano. Contudo, os gatos e os cachorros também estão sujeitos a sofrer deste mal. A DST em animais é uma realidade e merece a atenção dos donos, principalmente porque elas evoluem para casos mais sérios, podendo causar até a morte do pet.

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Os vírus e as bactérias causadoras de DST em animais estão espalhados em qualquer lugar, aumentando as chances de contágio. Geralmente, a principal forma de contaminação é através do acasalamento. Ou seja, se o macho ou a fêmea portador da doença irá passar para o parceiro durante a troca de fluídos no sexo.

Contudo, o que muitos não sabem é que um simples passeio pode acarretar na contaminação do animal. Isso é mais forte entre os cães, já que têm o hábito de lamber e cheirar a região genital de seus semelhantes. Por causa desse costume, as DSTs são mais frequentes em cachorro que vivem nas regiões urbanas.

Doenças sexualmente transmissíveis que afetam os pets

A DST em animais é uma realidade e merece a atenção dos donos, principalmente porque elas evoluem para casos mais sérios, podendo causar até a morte do pet
reprodução shutterstock
A DST em animais é uma realidade e merece a atenção dos donos, principalmente porque elas evoluem para casos mais sérios, podendo causar até a morte do pet

- Tumor de Stickers

O Tumor de Stickers, ou Tumor Venéreo Transmissível (TVT), se propaga através do contato direto entre um animal saudável e um sadio. O acasalamento é a maneira mais comum de transmissão. Ainda não foi provado quem é o agente causador da doença, mas acredita-se que seja um vírus. Afeta principalmente cães que vivem em áreas urbanas.

Assim que o pet é contaminado, forma-se um tumor no órgão genital do macho ou da fêmea. Como os caninos tem o hábito de cheirar a genitália dos outros, o vírus pode se instalar também no focinho ou na boca.

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Os sintomas dessa DST são visíveis, como nódulos avermelhados, pequenos tumores que se assemelham ao aspecto de uma couve-flor e secreção com sangue saindo pela vagina ou pênis, ou pela boca e narinas. Nos casos mais graves, o animal fica apático, sente dores, para de comer e urinar.

Felizmente existe tratamento para a doença com 90% de chances de cura. O tratamento é complexo, necessitando de uma cirurgia para a retirada dos tumores e até quimioterapia. As sessões causam diversos efeitos colaterais, como perda de pelos, febre, anemia e problemas gastrointestinais.

Como as consequências do Tumor de Stickers são muito graves, a melhor alternativa para garantir a saúde e bem estar do pet é a prevenção. Lembrando que nem todos os animais infectados apresentam sintomas. Consulte o veterinário regularmente para verificar a possível presença da doença.

As DSTs não são transmitidas de uma espécie para outra, apenas entre animais semelhantes
reprodução shutterstock
As DSTs não são transmitidas de uma espécie para outra, apenas entre animais semelhantes

- Brucelose

Outra doença que costuma afetar os pets é a Brucelose, causada pela bactéria Brucella Canis ou Brucella abortus. As fêmeas contaminam os machos durante o coito e, para os filhotes, no momento do nascimento. Já os cães e gatos disseminam a bactéria através do sêmen e urina, podendo infectar até mesmo os seres humanos que tocaram em material infectado.

A doença penetra em qualquer mucosa do bicho, como ânus e boca, provocando sintomas difíceis de serem notados. Em geral os sinais visíveis nos machos são: inflamação dos testículos, deixando-os estéreis para a vida toda.

Já em relação as fêmeas, os sintomas são: aborto entre o sétimo e oitavo mês da gestação, nascimento de filhotes fracos ou prematuros, retenção da placenta, inflamação uterina, artrites e febre constantes.

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A melhor forma de tratar essa DST é castrar o animal infectado. Contudo, mesmo após a retirada dos órgãos reprodutivos, ele ainda pode transmitir a Brucelose. Por isso, muitos veterinários acabam sacrificando o bichinho. A melhor forma de lidar com a enfermidade é com a prevenção.

As DSTs não são transmitidas de uma espécie para outra, apenas entre animais semelhantes. A Brucelose merece uma atenção especial por ser contagiosa aos seres humanos. A transmissão não ocorre em forma de doença sexual, mas sim como zoonose, chamada de brucelose ou febre de Malta. Já o Tumor de Stickers não é perigoso para nós.

Formas de prevenção

Caso seu companheiro seja contaminado, isole-os dos demais animais sadios durante o tratamento e o período de contaminação da doença
reprodução shutterstock
Caso seu companheiro seja contaminado, isole-os dos demais animais sadios durante o tratamento e o período de contaminação da doença

Alguns cuidados diários são muito importantes para evitar o contágio das DSTs. Se pretende cruzar seu pet, planeje muito bem esse momento assegurando que ele e o parceiro estão saudáveis. Leve-os ao veterinário para realizar exames de rotina, garantindo que nenhuma doença sexual irá atrapalhe a relação.

Quando a fêmea estiver no cio, não permita que machos desconhecidos se aproximem dela. Garanta que sua companheira esteja sempre segura, principalmente se for uma gatinha. Os felinos costumam fugir de casa nessa época e até mesmo acasalar entre frestas no portão em questão de minutos. Todo cuidado é pouco quando o assunto é bichanos.

Durante o dia a dia, preste atenção nos passeios. É muito bom sair com o pet e fazê-lo socializar com outros animais, mas não permita que ele cheire ou lamba as genitálias de cães desconhecidos. É impossível descobrir quem é saudável ou não, por isso é melhor evitar.

Todos esses cuidados deverão ser acompanhados de uma rotina de limpeza do cão e gato. Mantenha o banho em dia, realize tosas higiênicas regularmente e, quando for preciso, limpe com lenço umedecido a genitália do pet.

Leia também: Aprenda a manter os cães afastados de uma cadela no cio

Caso seu companheiro seja contaminado, isole-os dos demais animais sadios durante o tratamento e o período de contaminação da doença. Siga todas as recomendações do veterinário para garantir a cura. E não se esqueça, a prevenção é a melhor maneira de evitar DST em animais.

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