Segunda, 07 Janeiro 2019 07:02

Procurador-geral do Peru anuncia renúncia em meio a investigação da Odebrecht

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Pedro Chávarry é acusado de tentar interferir na investigação do caso de corrupção da Odebrecht no país. Manifestantes protestam no dia 1º de janeiro contra o procurador-geral Pedro Chávarry na praça San Martín em Lima, no Peru Martín Mejía/ AP Photo O procurador-geral do Peru, Pedro Chávarry, disse que irá renunciar nesta terça-feira (8), em meio à crescente indignação pública com a maneira como tem lidado com a investigação de corrupção envolvendo a construtora brasileira Odebrecht. A decisão de Chávarry acontece pouco mais de uma semana depois que ele demitiu dois importantes promotores do inquérito, uma medida que desencadeou ampla condenação e uma ameaça do presidente peruano, Martín Vizcarra, de suspendê-lo.
Chávarry negou as acusações de que estaria tentando interferir na investigação e, mais tarde, reconvocou os dois promotores, ambos admirados no Peru como combatentes da corrupção. Entretanto, a reversão não foi suficiente para acalmar muitos peruanos, que têm continuado a protestar contra Chávarry. Na noite de segunda-feira, Chávarry disse em comunicado que irá apresentar sua renúncia do Ministério Público peruano nesta terça às 10h locais (13h, no horário de Brasília) por “respeito a minha instituição”. Initial plugin text A decisão de Chávarry marca uma importante vitória para o presidente Vizcarra que, na semana passada, enviou ao Congresso uma legislação para suspender o procurador-geral do cargo. Vizcarra, que substituiu o ex-presidente Pedro Pablo Kuczynski após sua renúncia devido a um escândalo de corrupção no ano passado, tem feito do combate à corrupção o foco de seu governo. Acordo de leniência Os dois promotores inicialmente demitidos por Chávarry, Rafael Vela e José Domingo Pérez, são vistos como figuras essenciais na investigação da Odebrecht no Peru. Procuradores Rafael Vela (esquerda) e José Domingo Perez conversam durante uma entrevista coletiva em Lima no dia 1º de janeiro de 2019 Ernesto Benavides / AFP Os dois haviam recentemente elaborado um acordo de leniência que obrigava a construtora a fornecer evidências sobre US$ 30 milhões em propinas que a empresa admite ter pago a políticos locais. A investigação contra a Odebrecht foi deflagrada pela operação Lava Jato no Brasil e repercute na América Latina, no que procuradores dos Estados Unidos disseram ser o maior esquema de corrupção política já revelado. Em 2016 a Odebrecht admitiu ter pago milhões de dólares em propinas a autoridades de diversos países para obter contratos de obras públicas ao longo de uma década, e se comprometeu a pagar multas de bilhões de dólares.
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