Quarta, 09 Janeiro 2019 14:24

Veja repercussão da posse de Nicolás Maduro para segundo mandato na Venezuela

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Legitimidade não foi reconhecida por autoridades de diversos países. Equador e Peru retiraram diplomatas do país, Paraguai rompeu relações e Organização dos Estados Americanos pediu realização de novas eleições. O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, assina documento durante sua posse na Suprema Corte, em Caracas, na quinta-feira (10) Reuters/Carlos Garcia Rawlins A posse de Nicolás Maduro para seu segundo mandato como presidente da Venezuela não teve sua legitimidade reconhecida por autoridades de diversos órgãos e países. Maduro prestou juramento no Tribunal Supremo de Justiça venezuelano, porque também Assembleia Nacional, dominada pela oposição, não reconhece a legitimidade do novo período do chavista no poder, que deve durar até 2025.
O Paraguai anunciou o rompimento de relações diplomáticas. A ruptura envolve o fechamento da embaixada do Paraguai em Caracas e a retirada imediata dos diplomatas. Além disso, o governo anunciou o cancelamento de um acordo de vistos com a Venezuela – o que, segundo o governo paraguaio, afetará apenas integrantes do regime de Maduro. Initial plugin text O presidente da Argentina, Mauricio Macri, criticou Maduro em uma série de posts no Twitter: “O agressor que se faz de vítima. Nicolás Maduro hoje tenta zombar da democracia. Os venezuelanos sabem disso, o mundo sabe disso. A Venezuela vive sob uma ditadura... Não importa quantos truques ele tente para se perpetuar no poder, sua posse como presidente agora carece da autoridade das urnas e também de credibilidade internacional... seu poder não é autêntico, embora tente se infiltrar na vitimização. Maduro é apresentado como o presidente perseguido. Mas ele não é a vítima, Maduro é o vitimizador. #Nãotereconhecemos”, escreveu. Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, condenou Maduro por “usurpação do poder”, segundo a agência Reuters. Já o assistente para assuntos de segurança dos EUA, John Bolton, escreveu em seu perfil no Twitter que “os Estados Unidos não irão reconhecer a posse ilegítima da ditadura Maduro. Continuaremos a ampliar a pressão sobre o regime corrupto, apoiar a democrática Assembleia Nacional e clamar por democracia e liberdade na Venezuela”. Initial plugin text O Peru chamou de volta nesta quinta o encarregado de negócios de sua embaixada na Venezuela, de acordo com um comunicado emitido pelo Ministério das Relações Exteriores peruano. O encarregado de negócios é o diplomata responsável pela embaixada na ausência de um embaixador. O Peru já havia anunciado que vai proibir a entrada de Nicolás Maduro, seus familiares e a cúpula de seu governo no país, uma lista totalizando 100 nomes. Em reunião extraordinária de seu Conselho Permanente, a Organização dos Estados Americanos (OEA) concordou nesta quinta "não reconhecer a legitimidade" do mandato do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e pediu que novas eleições sejam realizadas "em data próxima" com observação internacional. Uma resolução apresentada pela Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, EUA, Peru e Paraguai obteve 19 votos a favor, 6 contra e 8 abstenções, e será transmitida " imediatamente "ao Secretário Geral das Nações Unidas. Segundo a Efe, a delegação venezuelana, liderada pelo embaixador Samuel Moncada, rejeitou a realização da reunião do Conselho Permanente da OEA como "ato hostil e não amistoso" e previu que não reconheceria "qualquer decisão que pudesse ser adotada". Antes da posse Na quarta, véspera da posse, o presidente do Equador, Lenín Moreno, anunciou a retirada do embaixador do país em Caracas e avisou que não enviaria representantes à posse, embora não tenha falado sobre a legitimidade do mandato. Em pronunciamento na TV, ele justificou as decisões dizendo que “por ter apontado objeções sobre questões de direitos humanos, recebemos insultos gratuitos feitos pela autoridade oficial (o vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez)”. Dias antes, o Grupo de Lima – do qual fazem parte 13 países, entre eles o Brasil – já havia anunciado que não reconheceria o novo mandato de Maduro, por considerar que se trata do resultado de eleições ilegítimas.
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