Sábado, 09 Março 2019 20:32

Vídeo – Menino Bernardo fez homenagem à madrasta no Dia das Mães

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Graciele é acusada de ser mentora e executora do crime. Foto: Arquivo Pessoal

Graciele Ugulini, a madrasta de Bernardo Uglione Boldrini, uma entre os quatro réus indiciados pela morte do menino, vai a júri popular na segunda-feira, 11, em Três Passos. Também serão julgados Leandro Boldrini, pai da criança, e os irmãos Wirganovicz. Graciele está presa na Penitenciária Femenina Madre Pelletier, em Porto Alegre.

Em uma festa do Dia das Mães na escola onde estudava, imagens de um vídeo mostram Bernardo fazendo uma homenagem com um cartaz à Graciele Ugulini, a madrasta que mais tarde seria seu algoz, conforme a Polícia Civil e o Ministério Público.

Em 2017, o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) julgou processo ético-disciplinar contra Graciele e decidiu pela cassação do registro da enfermeira por 30 anos. Desde que está presa, a madrasta de Bernardo nunca pode rever a filha, que vive sob a guarda de familiares dela. A Justiça não autorizou as visitas. Ela também tentou ganhar prisão domiciliar, que foi negada.

Participação da madrasta no crime, segundo o MP

Conforme narrado na denúncia apresentada à Justiça em maio de 2014, a morte de Bernardo Uglione Boldrini, em 4 de abril daquele ano, teve início em Três Passos, por volta das 12h, e culminou com sua execução, aproximadamente às 15h, em Frederico Westphalen. Na ocasião, Graciele Ugulini, a pretexto de realizar atividades de agrado da vítima, que era seu enteado, o conduziu até Frederico Westphalen. Ao iniciar a viagem, ainda em Três Passos, ministrou-lhe, via oral, a substância midazolam, sob o argumento de que era preciso evitar enjoos. Em seguida, já na cidade vizinha, Graciele e Bernardo se encontraram com Edelvânia Wirganovicz, amiga da madrasta, rumando, os três, para local antecipadamente escolhido na Linha São Francisco, Distrito de Castelinho, próximo a um riacho, onde uma cova vertical fora aberta dias antes.

Dando sequência ao crime, Graciele Ugulini, sempre com integral apoio moral e material de Edelvânia Wirganovicz, mais uma vez enganando a vítima, agora a pretexto de lhe dar uma “picadinha”, para ser “benzida”, aplicou em Bernardo injeção intravenosa da substância midazolam, em quantidade suficiente para lhe causar a morte, conforme laudo pericial que atesta a presença do medicamento no estômago, rins e fígado da vítima.

Entenda o caso

Bernardo Uglione Boldrini, de 11 anos, desapareceu no dia 4 de abril de 2014, em Três Passos. Dez dias depois, o corpo do menino foi encontrado no interior de Frederico Westphalen, dentro de um saco plástico, enterrado às margens de um rio. Foram presos o médico Leandro Boldrini, a madrasta Graciele Ugulini e uma terceira pessoa, identificada como Edelvânia Wirganovicz. Evandro Wirganovicz, irmão de Edilvânia, também foi preso acusado de participar da ocultação do cadáver. Os quatro foram indiciados e irão a julgamento.

Ler 7269 vezes Última modificação em Sábado, 09 Março 2019 20:42

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