Segunda, 18 Março 2019 10:53

Três-passense é o primeiro paciente a passar por cirurgia de córnea em Tenente Portela

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Foto: Divulgação

A região viveu um momento histórico dentro da área da saúde nessa semana. Na quarta-feira, dia 13 de março, foi realizado o primeiro transplante de córnea no Hospital Santo Antônio de Tenente Portela. Nossa reportagem conversou com a presidente do HSA Mirna Braucks e com o médico que realizou a cirurgia Dr. Heron Gomes Correia.

Conforme Mirna esse é um momento de grande emoção, pois apesar de toda crise financeira que vive o Rio Grande do Sul, com trabalho sério, dedicação e superação é possível salvar vidas.

Destaca que desde 2009, quando foi implantado o atendimento de oftalmologia no Hospital Santo Antonio, a casa de saúde se tornou referência para o Estado e o Brasil, como um dos maiores centros de atendimento, com alta resolutividade e sem filas de espera.

De acordo com Mirna, enquanto em muitos lugares os pacientes graves que necessitam de um atendimento oftallógico ficam mais de um ano na fila de espera, no Hospital Santo Antonio, o tempo de espera chega no máximo até 60 dias. Durante esses dez anos, que a especialidade foi implantada na casa de saúde, milhares de pessoas de todo o Rio Grande do Sul receberam atendimento especializado através do SUS no HSA.

Por sua vez, o médico responsável pelo transplante Dr. Heron Gomes Correia destaca que o paciente é um jovem agricultor, de família humilde, que reside no interior de Três Passos. Ele sofreu um trauma grave, quando um fungo começou a “comer” o globo ocular.

Em um primeiro momento foi tentado fazer um tratamento medicamentoso (com remédios), mas a alternativa não surtiu o efeito esperado e a única maneira de fazer com que o paciente não ficasse cego era um transplante.

O procedimento foi realizado nessa semana e durou cerca de cinco horas, sendo um sucesso, segundo o médico, que é natural do Rio de Janeiro (RJ). Segundo Correia, o grande diferencial do HSA é que os pacientes recebem tratamento ágil, sem filas de espera, e totalmente gratuito, através do Sistema Único de Saúde.

O médico cita que em grandes centros os pacientes precisam esperar até dois anos para conseguir um atendimento especializado ou o transplante, e em muitos casos, acabam ficando cegos devido a demora.

Por fim, Correia salienta que o objetivo do transplante de córnea é primeiro salvar o olho e depois parte da visão funcional da retina, sendo esse um grande avanço, haja vista, a cegueira que o paciente enfrentava.

Grupo Chirú

Ler 2470 vezes Última modificação em Segunda, 18 Março 2019 12:08
Dra Carin Bogado Petry

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