Sábado, 12 Outubro 2013 01:01

Suspeito nega envolvimento com garota filmada em vídeo de sexo

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Prestou depoimento, na manhã de sexta-feira, 11, o rapaz de 22 anos suspeito de compartilhar vídeos íntimos de uma jovem em um aplicativo de celular. De acordo com a titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Goiânia, Ana Elisa Gomes, ele negou qualquer tipo de relacionamento amoroso com a garota exposta nas imagens e usou o direito de ficar calado em diversas perguntas.

Segundo a delegada, o suspeito disse ter conhecido a jovem de 19 anos por meio de amigos. No entanto, o rapaz, que é casado, nega o relaciomento extraconjugal relatado pela garota à polícia. Ele alegou que ela estaria criando essa situação para prejudicar a vida dele com a esposa, mas preferiu não entregar e nem passar o número do celular.

"Foi solicitado a ele que entregasse o telefone para ser periciado e ele preferiu se manter em silêncio. Eu insisti, perguntei se ele entregaria posteriormente o aparelho e ele novamente se manteve em silêncio. Perguntamos então o número de celular dele, até para comparar com mensagens de WhatsApp, e ele prefiriu se manter em silêncio", disse Ana Elisa.

O rapaz chegou à delegacia da mulher às 10h, pontualmente no horário em que o depoimento estava marcado. Prestou esclarecimentos por quase duas horas e não quis falar com a imprensa.

"Ele chegou bastante emocionado dizendo que a vida dele está passando por um turbilhão de emoções pelo fato dele estar sendo, segundo ele falsamente, acusado da distribuição do vídeo e nega, inclusive, que seja ele nas imagens", contou a delegada.

Na saída da delegacia, o advogado do jovem, Hugo de Angelis Bastos, fez uma reclamação: "Garantias fundamentais do meu cliente estão sendo violadas. Antes mesmo dele ser chamado a esta especializada, dados importantes do inquérito policial foram divulgados pela mídia, não respeitando assim as garantias condicionais".

A delegado afirma que há uma longa troca de mensagens entre o suspeito e a garota, no celular da jovem. O aparelho dela foi encaminhado para ser periciado pelo Polícia Civil.

Em entrevista ao G1, o pai do jovem, um empresário de 47 anos, disse que o celular do filho havia sido encaminhado "para perícia porque ele estava recebendo mensagens com ameaças de morte". Mas não especificou onde seria essa perícia.

Ao G1, o empresário confirmou que o rapaz teve um caso com a jovem que aparece no vídeo de sexo. Disse que nunca chegou a vê-la e negou a informação de que eles tenham mantido um caso extraconjugal por três anos, como a garota relatou à polícia ao registrar o boletim de ocorrência na última sexta-feira, 4.

O que é um meme?

Na internet, meme é o termo usado para tratar de qualquer conteúdo que é repassado de uma pessoa para outra, em geral se disseminando na rede em várias versões – ou porque é muito bom, muito ruim, muito engraçado, muito diferente.

Meme

Os vídeos onde a jovem aparece fazendo sinal de “OK” durante ato sexual começaram a circular em um aplicativo de celular no fim da semana passada e virou meme nas redes sociais. O símbolo, inicialmente, se tornou piada nas redes, com montagens de políticos e celebridades fazendo o sinal.

Após repercussão do caso, no entanto, internautas manifestaram apoio à garota difamada. Imagens de pessoas, sozinhas ou em grupos, fazendo o mesmo sinal de 'OK', com a palavra "força" ganharam as redes sociais.

A polêmica também levantou o debate sobre a necessidade de tornar mais rígidas as leis de crimes cibernéticos. De acordo com a Ana Elisa, caso seja comprovado que ele divulgou as imagens, o jovem será autuado por difamação, pois não se enquadra na Carolina Dieckmann, que só se refere a casos onde há invasão de computadores e dispositivos eletrônicos.

Vice-presidente da Comissão de Direito Digital da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO), o advogado Rafael Maciel defende a criação de uma delegacia especializada na investigação de crimes cometidos em ambiente digital. “A maior parte das interações humanas são hoje realizadas em ambientes digitais e o ordenamento jurídico deve proteger os cidadãos de crimes e da propagação de conteúdos difamatórios e caluniosos. Esse tipo de conduta trazem transtornos sérios às vítimas”, argumenta.

G1/Foto: Reprodução

Ler 1836 vezes Última modificação em Sábado, 12 Outubro 2013 22:22

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