Quarta, 07 Março 2018 05:54

PF e Receita Federal desmontam esquema de contrabando no Aeroporto do Galeão

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iG São Paulo

Cinco mandados de prisão temporária são cumprido nesta quinta-feira, além de sete de busca e apreensão; servidores foram afastados das suas funções

PF durante outra operação no Aeroporto do Galeão; nesta quinta-feira, mandados são cumpridos em diferentes cidades

PF durante outra operação no Aeroporto do Galeão; nesta quinta-feira, mandados são cumpridos em diferentes cidades

Foto: Reprodução/TV Globo

Em parceria com a Corregedoria da Receita Federal, agentes da Polícia Federal cumprem, desde as primeiras horas desta quinta-feira (8), cinco mandados de prisão temporária e sete mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Os alvos da operação sãosuspeitos de participar de um esquema de contrabando e descaminho no Aeroportodo Galeão, no Rio.

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Apelidada de "Vista Grossa", essa operação a respeito do contrabando no Aeroporto do Galeão também resultouem medidas de afastamento de servidores públicos de suas funções. Isso porque os alvos dos mandados são contra dois contrabandistas e três servidores da Receita Federal, sendo duas auditores e um analista tributário.

Os mandados são cumpridos nos bairros fluminenses de Copacabana, São Conrado, Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes; na cidade de Cabo Frio; e no município paulista de Bragança Paulista.

Vista Grossa

De acordo comas investigações, iniciadas há um ano, os membros da quadrilha contratavam pessoas, chamadas de mula, para trazer para o Brasil mercadorias importadas.

Leia também: PF deve pedir nova prorrogação do prazo para concluir investigação contra Temer

A partir daí, os nomes dessas pessoas e fotografias delas eram enviadas para servidores da Receita Federal, para que fizessem 'vista grossa', ou seja, não fiscalizassem com seriedade, e facilitassem a entrada de produtos no País, sem o devido pagamento de impostos.

A quadrilha trazia irregularmente produtos como celulares de alto padrão e com elevado custo de aquisição. Para cada mala de viagem que passava pelo canal de inspeção aduaneira sem fiscalização eram cobrados US$ 1 mil dólares. Já para mochilas, eram cobrados US$ 400 dólares por unidade.

Os presos serão indiciados por organização criminosa, facilitação de contrabando e descaminho, corrupção ativa e contrabando/descaminho praticado via transporte aéreo.

A operação que investiga o contrabando no Aeroporto do Galeão foi apelidada de "Vista Grossa" justamente por causa da falta de fiscalização adequada aos chamados mulas, envolvidos no esquema.

Leia também: Delegados ameaçam ir ao STF em caso de interferência em inquérito contra Temer

* Com informações da Agência Brasil.

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