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Insetos estão a 10 km da fronteira da Argentina com o Uruguai e a 100 km de Barra do Quaraí, no RS. Uso de agrotóxicos está liberado pelo Ministério da Agricultura.

O governo do Rio Grande do Sul se prepara para a possível chegada de uma nuvem de gafanhotos ao estado. Cerca de 70 aviões agrícolas usados para aplicação de inseticidas estão prontos para uso.

De acordo com o governo, o plano de combate aos insetos pode contar até, caso necessário, com cerca de 400 aviões para aplicar o agrotóxico contra a nuvem.

A medida é possível devido a declaração de emergência fitossanitária, feita pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), no RS e em SC. Os aviões deverão aplicar inseticidas que nunca foram usados no Brasil e que agora são permitidos.

As áreas de fronteira, onde há mais chance de os insetos aparecerem, já foram mapeadas e são monitoradas diariamente.

“O setor está colocando à disposição e garantindo técnicos, agrônomos, pilotos, toda equipe das empresas preparadas. E cabendo às autoridades brasileiras o fornecimento dos produtos caso for necessário seu uso”, diz o diretor-executivo do sindicato nacional das empresas de aviação agrícola, Gabriel Colle.

Segundo os sistemas de monitoramento do governo do estado, os insetos seguem se movimentando. Atualmente, eles estão a cerca de 10 km da fronteira da Argentina com o Uruguai. A distância até Barra do Quaraí, a cidade do RS mais próxima da fronteira, é de 100 km.

O risco de chegar ao Rio Grande do Sul ainda existe, já que em um dia a nuvem pode se locomover mais de 150 km. Os fatores que propiciam a movimentação são as temperaturas altas e os ventos favoráveis, de acordo com os órgãos oficiais.

A previsão do tempo para os próximos dias no estado indica uma queda na temperatura apenas a partir do fim de semana. Na sexta-feira (24), o vento deve virar e passar a soprar do Sul, o que cria condições para que o voo dos insetos seja direcionado ao estado.

G1 RS