Saúde
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Na coletiva de imprensa do Ministério da Saúde nesta quarta-feira (8), o ministro Luiz Henrique Mandetta começou dizendo que o Brasil vai apostar na produção nacional para abastecer os hospitais com os equipamentos necessários. “Todas as compras da China não estão se confirmando. Eles não estão dando garantias. Por isso, materializamos uma ação que iniciou há cerca de 45 dias, extremamente complexa, para fazer com que a indústria nacional dispare sua produção em tempo reduzido. Tínhamos, basicamente, quatro empresas com capacidade de produção limitada, mas as redimencionamos para aumentar sua capacidade. Então, a gente espera aumentar muito nossa produção nos próximos dias”, prometeu.

Outra medida para aumentar o número de leitos é transferir pacientes de menor complexidade para hospitais menores. “Os hospitais de pequeno porte vão passar a receber pacientes, não de Covid-19, mas de internação crônica, que precisam de pós-operatório de menor complexidade. Queremos tirar os pacientes de menos complexidade dos hospitais maiores”, afirmou.

MAIORIA DOS ESTADOS SEM COVID

Um dado importante divulgado na coletiva é de que a maioria dos estados brasileiros ainda não registrou casos de Covid-19. “Nós temos 86% dos municípios brasileiros com nenhum caso confirmado de Covid. O Brasil é muito grande. Temos diferentes países aqui dentro, mas estamos sempre atentos. Estamos constantemente conversando com os secretários. Pois, muitos tem uma estrutura frágil para dar conta de uma demanda que pode ser grande em um curto espaço de tempo. Sim, temos uma faixa etaria mais jovem, talvez nosso tempo médio de internação seja menor, mas estamos nos preparando”, afirmou Mandetta.

Segundo Wanderson Oliveira, Secretário Nacional de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde do Brasil (SVS/MS), o Brasil, hoje, está com 15.927 casos confirmados e 800 obitos. “Mas como o ministro disse, ainda temos uma grande área branca no mapa. Muitos municípios ainda não tem nenhum caso de Covid: 86% dos 5.570 municípios que não registraram casos de síndrome respiratória aguda grave ou coronavírus”, afirmou.

Revista Crescer/Globo