
O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) denunciou à Justiça um policial da Brigada Militar (BM) que agrediu um garoto de 15 anos em frente a uma escola na cidade de Rio Grande (Litoral Sul gaúcho). A acusação é de lesão corporal e constrangimento ilegal, agravados por motivo fútil, uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e emprego de meio cruel.
Registrado por câmeras de segurança, o crime ocorreu no final de uma manhã de março, durante o horário de saída dos alunos. O brigadiano ordenou que o adolescente (acompanhado de amigos) se afastasse das imediações da instituição de ensino e, não sendo atendido, passou a agredi-lo com tapa e socos no rosto, chutes e empurrões.
Não satisfeito, o homem aplicou no adolescente um golpe de asfixia mecânica conhecido como “mata-leão” e que causou perda momentânea de consciência. O garoto cai desacordado e, mesmo assim, ainda recebe tapas no rosto e ameaças de dedo-em-riste. Em seguida, o agressor deixa o local, a pé, sem prestar socorro.
Medida protetiva
Esses e outros detalhes constam na denúncia oferecida ao Poder Judiciário pelo promotor Marcelo Thormann, que obteve a concessão de medidas protetivas: o PM não pode se aproximar e nem manter qualquer forma de contato com o adolescente ou membros de sua família.
“O que mais choca nesse episódio, além da superioridade de forças do agressor em comparação ao adolescente, agredido a ponto de perder a consciência por instantes, é o fato de o agressor ser integrante da Brigada Militar”, lamenta Thormann. “Ele tem formação e preparo, portanto deveria saber como se portar em uma situação adversa, de forma que jamais se pode admitir uma prática desse teor.”
Apesar de ser alvo de Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar internamente sua conduta, o agente de segurança pública continua a cumprir expediente normal na corporação. No momento das agressões, ele não estava fardado – a informação é de que ele se encontrava no local por ter filhos que estudam no colégio.
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O Sul