Polícia
Foto: Arquivo Pessoal

Os novos capítulos da história revelada ontem, da mulher que matou a amiga gestante para lhe roubar o bebê, ampliam o grau de perplexidade do caso em Canelinhas – SC. A Polícia Civil afirmou que a acusada premeditou o crime por cerca de dois meses. Em entrevista coletiva, o delegado Paulo Alexandre Freyesleben e Silva relatou que a acusada decidiu cometer o crime ao começar a alimentar à família uma falsa gravidez, em meados de junho.

Outro detalhe revelado pelo delegado foi de que a acusada de 26 anos teria engravidado em outubro do ano passado, mas que teve um aborto espontâneo em janeiro de 2020. Contudo, segundo seu depoimento, ela não informou aos familiares sobre o ocorrido. Em junho, quando identificou que a amiga Flávia Godinho Mafra, 25 anos, estava grávida, começou a premeditar o crime.

O marido da acusada, embora negue participação no crime, foi preso preventivamente, pois, em depoimento, alegou desconhecer a gravidez da esposa. “Nós vamos trabalhar na hipótese de que ela possa ter tido auxílio”, declarou o delegado.

Chá de bebê

Para atrair a gestante para o local do crime, a acusada contou uma história de que havia preparado um chá de fraldas surpresa. Ao supostamente levar Flávia Godinho Mafra ao local do evento, a acusada parou em uma indústria de cerâmicas abandonada, com a desculpa de que os convidados ainda estavam chegando, e cometeu o crime.

Depois de dar uma tijolada na cabeça da vítima, desferiu outras pedradas contra ela, até que desacordou. Então, com um estilete, a acusada abriu a barriga da gestante e retirou o bebê. Flavia Godinho Mafra estava grávida de 36 semanas. O caso aconteceu na quinta-feira de tarde, mas o corpo da vítima foi encontrado somente na sexta, pela própria mãe.

O Diário