Bichos
Foto: Reprodução

Uma amizade um tanto diferente tem cativado uma cidade na Região Central do Rio Grande do Sul. A gata Magali chegou há quatro meses, ainda filhote, na casa dos Foggiato, no interior de Dilermando de Aguiar, conquistando não só o seu Cirineu e família, mas também a vaquinha Bonita.

A vaca, da raça gir, segue a mesma rotina todo o dia: durante a tarde, ela fica no campo, pastando. E quando Cirineu chama o rebanho para ordenha, Bonita faz uma parada na cerca para encontrar a amiga, que enche de beijos.

Seu Cirineu fala que a Magali não é interesseira não, que segue Bonita só para tentar um pouco de leite. A amizade é sincera.

“Ela fica sempre por aqui mesmo”, diz o agricultor.

Magali é sociável, tenta fazer amizade até com as outras vacas do rebanho, mas é só com a Bonita que ela troca carinho.

A médica veterinária Juliana Cechin Quinhones conta que já foi cientificamente comprovado que essa relação de amizade é possível entre os animais, mesmo os de espécies diferentes.

“Eles têm essa capacidade de sentir prazer, alegria e medo. Então, é uma troca de prazeres e de alegria. É uma troca mútua”, diz.

Ela também sugere uma explicação para que a troca de carinho ocorra no momento da ordenha. O gado de leite, quando chega a hora da ordenha, libera hormônios que preparam o corpo dele para isso.

“Então, ela vai para porta da sala de ordenha ficar esperando. Talvez, nesse caminho, ela encontrou a amiga e como já está com a ocitocina em alta por causa da descida do leite, a troca de carinho faz com que seja muito prazeroso e benéfico para ela esse processo”, explica.

Para a família Foggiato, a amizade entre os dois animais serve de exemplo. “É a natureza, mais uma vez, nos dando uma grande lição”, diz Cirineu.

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G1 RS