Saúde
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Produzida pela Fiocruz no Brasil, a vacina da farmacêutica AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford é segura e eficaz contra o coronavírus, mas pode apresentar reações em parte dos vacinados – com mais frequência do que o observado em relação à Coronavac.

GZH conversou com o médico infectologista responsável pelo estudo da vacina no Rio Grande do Sul, Eduardo Sprinz, sobre os principais efeitos colaterais, as chances de que eles ocorram e quais medicamentos podem ser usados nesses casos.

O que mais acontece é dor no local da vacina. Mas também é possível haver reações sistêmicas, pelo corpo. Nisso entram as dores musculares, febre, mal estar e calafrios.

Com que frequência ocorrem? E é possível saber quem tem mais chances de ter alguma reação?

Não é todo mundo que tem, e também não dá para saber quem vai ter mais ou menos reação. A maior parte não tem nada: é uma em cada quatro pessoas que tem reações sistêmicas. 

Quando as reações aparecem e quanto tempo duram?

Geralmente, elas aparecem de seis a nove horas após a vacina, e não duram mais do que dois dias. Se persistirem os sintomas, é importante procurar atendimento médico, porque provavelmente não estarão relacionados à imunização.

Que medicamentos podem ser tomados para controlar os sintomas?

Medicamentos que normalmente são administrados em caso de dor e febre, como Paracetamol e Dipirona. Não costumamos prescrever Aspirina.

Pessoas vacinadas com a vacina da AstraZeneca têm mais possibilidade de reações do que pela CoronaVac? Por quê?

Sim, teoricamente a da CoronaVac é a vacina utilizada hoje no Brasil com menos efeitos sistêmicos. A explicação se dá pela plataforma em que as vacinas são feitas: a Coronavac é a partir do vírus inativo, enquanto a da AstraZeneca tem o vetor viral. As pessoas fazem a reação normalmente pelo vetor viral, que é a capa de um vírus que dá resfriado.

Mas, teoricamente, a que dá mais reação é a da Pfizer, que é com RNA mensageiro.

Enquanto com a vacina da AstraZeneca geralmente a reação sistêmica ocorre após a primeira dose, na da Pfizer é um pouco diferente: geralmente se dá após a segunda dose e também não dura mais do que dois dias.

A vacina da AstraZeneca é segura?

Os efeitos colaterais graves são raríssimos, esse é o ponto chave. As vacinas são seguras e salvam comunidades.

GZH