Trânsito
Foto: Reprodução

O soldado Patrick Dipp da Silva, chefe de guarnição, que esteve atendendo a ocorrência da fatalidade concedeu entrevista na Rádio Planalto News FM 92.1 pela parte da manhã.

No fim da manhã, o militar, em sua rede social desabafa:

“O dia que não amanheceu…

Quatro e quinze da manhã, o telefone toca…Mais um acidente na BR 386…

Deslocamos com a agilidade rotineira e ao chegar nos deparamos com a cena trágica de sempre, carros irreconhecíveis sob a penumbra da noite escura.

Em um veículo uma família inteira, noutro um viajante solitário. O que mais nos alerta é um anjo, de nome Lorenzo…

Iniciamos o seu salvamento, seu corpo pequeno, pele branca, cabelos escuros parecem descansar em meio às ferragens e demais familiares.

Com a esperança de sempre, os sinais luminosos e barulho da sirenes ecoa na rodovia em direção ao hospital…

Porém não há mais tempo, aquele anjinho de 6 anos retornou ao Céu por volta das cinco horas da manhã.

O que pensar, o que sentir?

Desde que Deus me abençoou com a maior benção que um homem pode receber, essas ocorrências me machucam demasiadamente.

Pensar no meu pequeno VHS enquanto atendo é inevitável, claro, sempre com o profissionalismo intrínseco de todo Bombeiro Militar.

Dói, dilacera, destrói um pai, um socorrista, um bombeiro.

O que fica é a vontade de chegar em casa e te abraçar, carinhar, amar intensamente, meu filho!

A cada instante, a cada dia, e (se Deus permitir) por muitos e muitos anos!

Desculpem o desabafo, mas me sinto melhor escrevendo. E hoje, se cada um de vocês que lerem esse relato chegarem em casa e abraçaram com amor e ternura seus filhos, meus pensamentos estarão em paz…

Se vossos filhos estranharem a atitude, digam que o anjo Lorenzo está lá em cima brincando ao lado de Deus e queria um abraço deles…

Amém…”

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Com informações Rádio Planalto News FM 92.1