Economia
(Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

Uma pesquisa da consultoria Kantar identificou que os gastos com gás de cozinha comprometem 22% do orçamento doméstico que as famílias mais pobres destinam para serviços públicos tais como energia elétrica, água, esgoto, telefone e impostos.  Conforme levantamento da Agência Nacional do Petróleo (ANP) no período de 27 de março a 02 de abril, o botijão de gás no país teve a terceira alta seguida e atinge o maior valor desde que a agência começou sua pesquisa, em 2004, vendido em média por R$ 113,63.

O estudo, feito em quase cinco mil domicílios no ano passado e ainda sem medir o impacto do expressivo aumento anunciado em março pela Petrobras, identifica que entre os mais ricos este percentual é de 13%. Famílias de classes D e E perceberam que o orçamento com o gás de cozinha aumentar 25%, .

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que a inflação do gás de cozinha em 2021 foi de 36,99%, indicador superior à variação do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que no ano passado foi de 10,06%.

Botijão custa R$ 113,63

Os gaúchos estão pagando mais caro pelo botijão de gás desde a semana passada. Segundo os dados da ANP, o preço médio do botijão de 13 quilos, item essencial para preparação de alimentos das famílias, já chega a R$ 113,70, valor R$ 0,55 a mais que os R$ 113,15, da semana passada. O valor está entre os dez menores cobrados nos 26 estados e Distrito Federal.

Em Porto Alegre, o valor médio cobrado é R$ 115,00, contra R$ 114,24 da semana passada, e São Gabriel tem o maior valor no estado, com R$ 137,00. Os menores preços médios praticado no estado está em Esteio (R$ 104,00), seguido de Cruz Alta (R$ 105,90) e Gravataí (R$ 106,00). Já os valores médios mais elevados estão em Santo Ângelo (R$ 129,33), Erechim (R$ 125,67) e Bento Gonçalves (R$ 124,00).

Receba as notícias do Três Passos News no seu celular:

https://chat.whatsapp.com/CagWQyL5VU7A9hgigUWaDc

Agência Brasil