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Foto: Reprodução

As consultorias do mercado já começam a revisar para baixo as suas projeções de produção de milho de verão no Brasil devido à falta de chuva no Rio Grande do Sul, que é o maior produtor nacional nesta época do ano.

Desde o inverno de 2021 a MetSul alertava que haveria escassez e irregularidade de chuva no estado gaúcho no final do ano em consequência do resfriamento do Pacífico com prejuízos para a cultura e riscos principalmente para o milho que é o primeiro a sofrer com os efeitos de estiagem. 

A tendência é de agravamento das perdas com danos irreversíveis em muitos municípios e acentuada queda de produtividade em diversas localidades do Rio Grande do Sul ante as precipitações muito escassas e irregulares nos próximos sete a dez dias. Além da chuva irregular, municípios do Centro, Oeste, Noroeste e Norte do estado enfrentarão dias de calor, alguns excessivo, o que acelerará ainda mais a perda de umidade no solo com piora das perdas. 

PERDAS IRREVERSÍVEIS COM ESTIAGEM E PROAGRO 

De acordo com a Emater-RS, em Ijuí as plantas apresentavam sintomas de déficit hídrico com folhas enroladas, inviabilidade do pólen e murchamento de toda a planta. Nas lavouras em estádio de formação e enchimento de grão havia falhas de polinização e desenvolvimento de grãos nas espigas, impactando na diminuição da produtividade. 

Nas em início da floração, notavam-se plantas sem emissão de espigas. As estimativas apontam para redução de mais de 40% do potencial produtivo das lavouras de sequeiro. Na região de Santa Rosa, a estiagem que se configurou na primeira quinzena de novembro associada ao baixo volume de chuvas trouxe redução de 13% na expectativa da produtividade média. Em algumas áreas a perda é superior a 50%. Já ocorrem comunicações de perdas e solicitação de vistorias para encaminhamento do Proagro. A baixa umidade do ar associada às altas temperaturas preocupa os produtores. 

CHUVA ESCASSA EM SANTA CATARINA E PARANÁ 

O Oeste de Santa Catarina também se ressente da falta de chuva mais regular e volumosa com impacto na produção de milho. No Paraná, de acordo com o IDR, clima mais seco retornou em novembro. Em alguns locais do Noroeste e Campos Gerais, por exemplo, a precipitação total registrada em novembro ficou abaixo de 50 mm. Em praticamente todo o território paranaense as precipitações ficaram abaixo da média histórica, principalmente no Oeste. Em Guaíra, por exemplo, a média histórica é de 196,6 mm e choveu somente 32,6 mm. 

As chuvas registradas em novembro não foram suficientes para repor a água no solo em grande parte do Paraná e as altas temperaturas provocam elevadas taxas de evaporação do solo, intensificaram o déficit hídrico. Em decorrência da pouca precipitação, em novembro as temperaturas foram elevadas no Paraná com valores acima das médias históricas em todo o estado com anomalia de 1,5ºC. Em Cândido Abreu, por exemplo, a média histórica das temperaturas máximas de novembro é de 29,2ºC e em novembro de 2021 registrou 32,7ºC ou 3,5ºC acima da normal histórica.

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Fonte: https://metsul.com/cenario-muito-ruim-de-chuva-para-o-milho-com-a-estiagem/