Curiosidades
Foto: Unochapecó/Reprodução

Um cogumelo de 18,2 quilos e de 62 centímetros foi encontrado em uma chácara no interior de Maravilha, no Oeste catarinense.

Desde 13 de maio, dia da retirada, o fungo está sendo estudado por pesquisadores para determinar a espécie.

O dono da chácara disse que um funcionário estava realizando o plantio de árvores na região, quando se deparou com o fungo.

Em um primeiro momento, segundo o proprietário, o colaborador acreditou se tratar de uma “cachopa branca de abelhas”, dado o tamanho do cogumelo.

“Ao limpar, com muita calma, [o funcionário] ficou surpreso ao ver que na realidade era um cogumelo gigante. Me ligou e imediatamente fui lá ver. Fiquei deslumbrado e emocionado ao me deparar com aquela imagem maravilhosa”, disse o médico e dono da chácara, Evandro Nicola.

Com a raridade do achado, o médico resolveu compartilhar a descoberta com os pesquisadores do curso de ciência biológicas da Universidade Comunitária da Região de Chapecó (Unochapecó).

O fungo está sendo analisado também por especialistas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

O professor de biologia e pesquisador Adriano Dias confirma a raridade do cogumelo. “Eu nunca tinha visto um deste tamanho”, disse.

Ele afirma que somente estudos mais detalhados poderão precisar a espécie do fungo, mas, após conversas com especialistas, acredita que se trata de Macrocybe titans ou Macrocybe praegrandis e que provavelmente não é venenoso.

Foto: Unochapecó/Reprodução

Análises ainda mostrarão se ele é comestível.

O professor explica que outros exemplares com este podem aparecer na mesma região. Ele ressalta que o cogumelo é uma estrutura produzida por fungos que não são visíveis a olho nu.

“O cogumelo é geralmente a ponta do iceberg. O cogumelo é uma estrutura produzida pelo fungo quando vai fazer reprodução sexuada, mas geralmente há muito mais dele no ambiente, mas não visível a olho nu. É bastante provável que surjam novos destes cogumelos na região. [Os fungos] dificilmente formam o cogumelo, são encontros ocasionais. Por isso é muito interessante termos achado ele aqui na região”, afirma.

Retirada e estudo

Com a doação feita à universidade, o cogumelo teve que ser retirado do local. A equipe do Museu de Ciências Naturais da instituição realizou o procedimento.

O cogumelo fará parte do acervo do local junto com os demais exemplares nativos da região.

O fungo teve que ser cortado em fatias para realizar o processo de desidratação. Ele ainda passará por uma série de procedimentos padrões para garantir sua conservação e análise.

“Esse é um tipo de fungo com muita água, pouco resistente. Por isso, certamente no processo de conservação ele não vai ficar como foi encontrado. Ele vai ser desidratado, e nisso vai perder 80% do volume, e a partir daí ele vai poder ser conservado”, conclui Adriano Dias de Oliveira.

 G1 / SC