Brincadeiras são momento de aprendizagem e socialização. Foto: Bruno Todeschini / Agencia RBS
Uma infância saudável passa por brincadeiras ao ar livre e interação com outras crianças, afirmam especialistas. É durante esses momentos que a criança aprende a convivência e, mais que isso, desenvolve a capacidade cognitiva e o foco, aponta a médica pediatra Shana Vendruscolo.
— Há um amplo conjunto de pesquisas associando o ato de brincar na infância ao desenvolvimento cerebral, melhorando a capacidade executiva da criança, linguagem, habilidades matemáticas, interação social e o pensar criativamente — afirma.
Outro aspecto importante é que, enquanto a criança está brincando, ela está longe das telas. Segundo a especialista, apesar da tecnologia já fazer parte da vida da criança, é fundamental diminuir o tempo de exposição.
Além de não trazer os mesmos benefícios das brincadeiras ao ar livre, as telas também abrem precedente para uma doença cada vez mais comum entre as crianças: a obesidade.
— Tornou-se normal que as crianças fiquem duas a quatro horas em ambientes fechados, sentadas, assistindo a uma tela. Isso traz consequências negativas para a saúde da criança — disse a pediatra.
Segundo a especialista, embora a tela possa fazer parte da vida da criança a partir dos dois anos, é fundamental diminuir o tempo de exposição e aumentar o tempo de brincadeiras ao ar livre.
Mesmo mais velhos, os adolescentes também precisam de estímulos além das tecnologias, aponta a neuropsicopedagoga Andrieli Ticher Bueno.
Mudanças de ambiente e atividades diferenciadas contribuem para o desenvolvimento ainda em curso dos jovens.
— Por que não investir em um bom livro para o seu filho? Trazer também ele para esses espaços, por mais que seja adolescente, oferecer atividades em família, isso é muito importante. Retirar muitas vezes eles do próprio quarto, onde eles ficam muito tempo no mundinho deles. É muito importante esse olhar atento ao que o meu filho está fazendo numa tela — destaca.
No dia a dia, pais apelam para a criatividade para proporcionar atividades ao ar livre aos pequenos. É o caso da extensionista rural Liane dos Santos.
Ela e um grupo de amigas decidiram reunir os filhos para brincar ao ar livre, com direito a piquenique no parque e guloseimas.
— A gente vem sempre quando tem uma folga ou final de semana, porque eu acho que é bem importante a gente trazer nossos filhos em um local assim, botar o pé na grama, sentir a terra, as energias da natureza, das plantas — disse.
A dona de casa Graciela Braz Klafke vê na prática o quanto incentivar outras atividades pode ser benéfico, inclusive para a socialização dos filhos Lucy e Pedro.
A primogênita, inclusive, conta que passou a preferir as brincadeiras ao ar livre.
— Eu gosto, é melhor vir na pracinha do que ficar trancada em casa. Agora a gente tá vindo mais na pracinha, antes ficava muito em casa, assistindo televisão. Assim é muito melhor, fazemos novos amigos — disse Lucy.
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Gaúcha ZH
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