Comportamento
Foto: Jornal A Razão

Aos 16 anos, a vida de Douglas Costa Ribeiro mudou de rumo em poucos segundos. Um grave acidente de carro, provocado por um motorista embriagado, custou a ele a perna esquerda. Foram 16 dias em coma e 28 dias internado no hospital. A recuperação, porém, foi só o começo de uma história que hoje chama atenção de quem passa pelas obras da SC-108, no Sul de Santa Catarina.

Aos 35 anos e morador de Laguna, Douglas trabalha como pedreiro no trecho em obras que liga Criciúma a Cocal do Sul. Entre máquinas, poeira e a rotina pesada da construção civil, ele se equilibra em uma única perna e acompanha o ritmo de qualquer outro trabalhador. No relato de quem atua ao lado dele, às vezes o rendimento é até melhor.

“Consigo acompanhar o mesmo ritmo de quem tem as duas pernas”, afirma.

Pedreiro desde muito jovem, Douglas aprendeu o ofício com o pai e nunca pensou em deixar a profissão, mesmo depois da tragédia. A decisão de seguir em frente, conta ele, veio do desejo de continuar no caminho que já fazia parte da sua vida desde criança.

A força de vontade

A determinação diária transformou o trabalhador em referência entre os colegas e os moradores que acompanham o avanço da obra. Para ele, a explicação é simples.

“O trabalho dignifica a pessoa. Eu sou feliz assim”, diz.

Casado, pai de uma adolescente, padrasto de quatro filhos e avô de três netos, Douglas faz questão de deixar um recado para quem atravessa dificuldades.

“Não pode desistir. A gente consegue se adaptar”, afirma.

Jornal A Razão

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