Justiça
Foto: Ilustração

Em janeiro de 2008, a Comunidade Católica Nossa Senhora Imaculada Conceição, em Santa Rosa, impediu que uma família enterrasse seu ente querido, o motivo seria de que a Comunidade somente autorizaria o enterro de familiares de sócios até o primeiro grau e de esposas de sócios da Comunidade.

O caso que revoltou a família, fez com que em um domingo por volta das 19h a família conseguisse um valor de 15 salários mínimos para que o enterro pudesse ser feito, a família que não conseguiu o montante tentou pagar em cheque, mas foi negado, pois o responsável da época disse que o pagamento apenas poderia ser avista.

Após tentativas de acordos, os advogados da família pediram na justiça que o enterro tivesse seu desfecho, e horas depois, o juiz determinou que o acontecesse o enterro, o qual teve que ser finalizado com o auxílio da Brigada Militar.

A família que sofreu constrangimento, humilhação e sofrimento, resolveu processar a Comunidade. E aconteceu que nesta semana após mais de 14 anos, a Câmara Cível do Tribunal de Justiça, localizado na cidade e Porto alegre, confirmou a decisão do juiz de Santa Rosa e condenou a Comunidade em pagar cerca de R$10.000,00 para a família.

Segundo o Juiz, a tal taxa de 15 salários mínimos poderia ser cobrada após os atos fúnebres, e também disse sobre a crueldade que aconteceu, pois o caixão com o ente querido ficou horas em frente ao cemitério sem que pudesse ser enterrado.

Receba as notícias do Três Passos News no seu celular:

https://chat.whatsapp.com/CagWQyL5VU7A9hgigUWaDc

Fato Notícias/Integrante da UPOR