Economia
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O preço da gasolina comum já ultrapassou R$ 7 no Rio Grande do Sul e chegou a R$ 6,99 o litro no Acre na semana passada, segundo a pesquisa semanal da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O preço médio praticado em todo o País, de R$ 5,866, subiu 0,22% entre os dias 8 e 14 de agosto (últimos dados disponíveis) e acumula alta de 0,60% no mês. Para especialistas, o dólar tem grande influência nesse comportamento e não há sinal de que o real possa ganhar valor no curto e médio prazo. Outros fatores, no entanto, também influenciam no preço final do combustível.

Os derivados de petróleo sobem sempre que o câmbio sofre desvalorização (ou seja, o real fica mais barato) e o preço do barril aumenta, explica o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires. Nesta sexta-feira, 20, o dólar à vista fechou a R$ 5,3848, e o petróleo do tipo Brent negociado em Londres para outubro fechou a US$ 65,18 o barril – ele é utilizado como referência pela Petrobras. “Estamos vivendo um período eleitoral e há uma confusão muito grande no governo. Acho que vai continuar tendo uma pressão via câmbio”, afirmou.

Pode aumentar mais

Os economistas alertam que novos aumentos podem acontecer, porque existe uma diferença de 13% entre o valor que a Petrobras paga pelo barril do petróleo e o que cobra dentro do país. E os efeitos não são sentidos apenas por quem tem carro, mas por todo mundo na hora das compras nos supermercados e de quem depende da tele-entrega.

Para a economista Frederike Monika Mette, da Escola de Negócios da PUCRS, esses aumentos constantes afetam o poder de compra do consumidor.

“A gente ainda tem uma perspectiva de ter um aumento da inflação. A inflação aumentando, o salário real, que é o nosso poder de compra, vai reduzir. Tem um outro impacto, que é a perspectiva de aumento de juros. Aquelas pessoas que estão endividadas, que vão precisar de recursos, tudo isso vai ficando mais caro”, aponta.

Estadão/G1