Segurança
Corpo de Bombeiros dão dicas de como evitar afogamentos. Foto: CB/Arquivo Pessoal

O corpo de Felipe Luís Wommer, vítima de afogamento no rio Turvo, no final da tarde de sexta-feira, 1º, na localidade de Molina, está sendo velado na capela mortuária do Hospital de Caridade, em Três Passos.

Encontrado por familiares após emergir à superfície no início da manhã deste sábado, 2, o corpo passou por necropsia no IML local antes de ser liberado à família. O sepultamento está marcado par as 8h deste domingo, 3, no cemitério municipal.

Wommer, de 25 anos, desapareceu nas águas do rio Turvo, na divisa com Tenente Portela, quando estava acompanhado de amigos, durante o feriado, e se banhava no local. A vítima residia no bairro Glória e trabalhava em uma empresa do ramo de tintas, em Três Passos.

Afogamento no rio Turvo. Foto: TP News

Nota do Corpo de Bombeiros de Três Passos

Com o início do verão e o consequente retorno das altas temperaturas neste período de férias, o Corpo de Bombeiros Militar de Três Passos faz um alerta aos banhistas para que sejam prudentes e tomem todos os cuidados necessários a fim de que os momentos de lazer não se transformem em tragédias.

Somente no primeiro dia deste ano, quatro vítimas morreram afogadas no RS nos municípios de Taquari, Rio Pardo, Uruguaiana e Santana da Boa Vista, além de Três Passos.

Segundo a Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (SOBRASA), baseado em dados de 2018, 15 brasileiros morrem afogados diariamente, sendo a maior parte dessas vítimas na água doce, ou seja, balneários, lagos, piscinas, rios, onde, geralmente, não há presença de guarda-vidas. Homens morrem 6,8 mais vezes que mulheres; adolescentes têm maior risco de morte. Diariamente, uma criança morre afogada. 59% das mortes na faixa de 1 a 9 anos de idade ocorrem em piscinas e residências. O afogamento é a segunda causa de óbito de 1 a 4 anos, a terceira causa de óbito de 5 a 14 anos, a quarta causa de 15 a 24 anos. Mais de 90% das mortes ocorrem por ignorar os riscos, não respeitar limites pessoais e desconhecer como agir nessas situações.

Em piscinas, bebês e crianças nunca devem permanecer sozinhas e sem observação, inclusive as que estiverem usando coletes ou boias, e sempre ficar, no máximo, a um braço de distância. Evitar correria e brincadeiras na beira da piscina e, sempre que possível, utilizar a escada para entrar e sair. Nadar somente na profundidade em que se sentir confortável e seguro. Se for dar pontos (bicos), procure o local apropriado e com profundidade suficiente para não sofrer nenhum trauma.

No mar, nadar apenas em áreas supervisionadas por guarda-vidas. Se for pego em uma corrente de retorno, nade paralelamente à orla até escapar dela para só então nadar em direção à areia. Caso encontre alguma criança perdida, leve até o posto de guarda-vidas mais próximo. Caso sinta-se em perigo, mantenha a calma, tente boiar, faça sinais e chame por socorro. Respeite a sinalização das bandeiras nas guaritas, sinais sonoros dos apitos e as instruções dos guarda-vidas. Pergunte sempre ao guarda-vidas os locais mais apropriados para o banho. Cuidado com os excessos de comida e bebida, principalmente, alcoólica. Se sofrer queimadura por água-viva, lave o local com a água do mar e utilize vinagre para neutralizar as toxinas. Mantenha as crianças sempre sob a vista de um responsável.

Em rios e balneários, somente conduza embarcações se estiver devidamente habilitado e permaneça longe dos banhistas. Não exceda o número de tripulantes indicados para cada embarcação e todos deverão usar coletes salva-vidas normatizados e adequados ao peso. Banhistas não devem se afastar da margem e recusar desafios ou brincadeiras. Não tentar salvar pessoas em afogamento sem ser habilitado. Jogue algum objeto flutuante (bola, boia, embalagem pet, isopor, prancha…) ou uma corda, galho, remo… na direção da vítima a fim de facilitar o salvamento.  Jamais dar pontos (bicos), em águas escuras onde não se vê o que há logo abaixo da superfície nem se há profundidade suficiente para não sofrer qualquer trauma.

Segundo o Dr. David Szpilman, Diretor Médico da SOBRASA, chefe do Centro de Recuperação de Afogados, “afogamento não é acidente, não acontece por acaso, tem prevenção, e esta é a melhor forma de tratamento”.

Em caso de emergência, ligue 193 e lembre-se: água no umbigo, sinal de perigo.

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