Polícia
Foto: Reprodução

A família da mulher que teve o corpo retirado do túmulo, no cemitério municipal, em Gravataí, foi velado pela segunda vez em três dias no começo da tarde desta terça-feira (12). Após ser examinado pelo Instituto Geral de Perícias (IGP), ele foi sepultado mais uma vez.

O corpo foi levado ao Cemitério Municipal de Gravataí, no bairro Salgado Filho, a mais de três quilômetros do Cemitério do Rincão da Madalena, onde foi enterrado. A nova sepultura foi cedida por uma amiga da família.

Segundo Jozia Rosa da Cunha, cunhado da mulher de 49 anos, o serviço, desta vez, foi bem executado. “Lacrado a sete palmos”, conforme descreve. O que em nada ameniza a dor de passar pela mesma situação em tão pouco tempo.

“Não tem palavras para descrever essa dor. Foi surreal, indescritível, doloroso.”

Não houve velório ou cerimônia. Mesmo sendo evangélicos, os familiares preferiram abreviar o processo.

“Foi direto do carro da funerária para a sepultura”, diz Jozia. “Vamos esperar que a justiça seja feita e os responsáveis, punidos.”

O delegado Márcio Zachello, da 1ª Delegacia de Polícia de Gravataí, afirmou que iria ouvir mais pessoas nesta terça para elucidar o caso. Porém, ele admite dificuldades na identificação de suspeitos, já que não havia câmeras de segurança no local.

“Pelas vestes que estavam ali, há indicativo de que possa ter sofrido algum ato com conotação sexual”, afirma Zachello.

O laudo do IGP com o resultado da perícia não tem previsão de conclusão.

A Prefeitura de Gravataí informou, por meio de sua assessoria, que “a vigilância do cemitério é feita por uma empresa terceirizada, a Mecanicapina Limpeza Urbana, que foi notificada pela prefeitura para que explique o ocorrido”.

O G1 entrou em contato com a Mecanicapina, empresa citada como a responsável pela segurança do cemitério do Rincão da Madalena, mas, até o momento, não obteve retorno.

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G1 RS