Segurança
Foto; Ilustração

Depois de crimes cibernéticos envolvendo o auxílio emergencial, clonagem de celulares, falsos depósitos e furtos de cartões, outro golpe tem se tornado mais frequente no Rio Grande do Sul. Trata-se de um estelionato aplicado a partir da criação de um falso perfil de WhatsApp, usado para pedir dinheiro a amigos e familiares da vítima. Embora o modelo de golpe não seja novo, vem fazendo cada vez mais vítimas, conforme a Polícia Civil, principalmente entre pessoas ativas nas redes sociais, que utilizam o Instagram como ferramenta de trabalho. O fato de a pessoa ter um perfil aberto e com muitas informações sobre vida pessoal e relacionamentos pode facilitar a atuação dos criminosos.

O golpe começa a ser aplicado quando os bandidos criam um perfil de WhatsApp com a foto da vítima, possivelmente encontrada em redes sociais. Por meio do aplicativo de mensagens instantâneas, os criminosos entram em contato com amigos e familiares da pessoa, passando-se por ela. Os golpistas informam que o número de WhatsApp mudou e, após algumas trocas de mensagens, pedem uma transferência bancária.

A ajuda financeira é solicitada com histórias fajutas, como a necessidade de pagamento a um fornecedor, após a pessoa já ter excedido o limite de transferências bancárias do dia. Segundo o delegado André Anicet, da Delegacia de Crimes Cibernéticos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), o destino do depósito solicitado costuma ser para contas em Estados diferentes. Para o delegado, uma forma de identificar se a história é, de fato, um golpe, é entrar em contato com a pessoa que supostamente esteja pedindo dinheiro por meio de outro número de telefone, como o do “antigo” WhatsApp.

Confira dicas para não cair em golpes

  • Não acredite em desconhecidos que lhe abordam na rua ou por telefone. Não acesse links na internet dos quais não tenha segurança. Desconfie;
  • Golpistas, em geral, oferecem alguma vantagem para atrair a vítima e têm pressa para obter a vantagem. Fique atento a isso;
  • Converse com familiares, amigos ou mesmo gerente de banco se tiver desconfiança. Estelionatários tentam criar meios de impedir que a vítima busque orientação, como mantê-la ao telefone, para que não seja alertada;
  • Não faça depósitos bancários e nem recargas de celulares para quem não conhece;
  • No caso dos leilões, verifique se os leiloeiros estão cadastrados junto ao Judiciário. As contas para depósito em leilões oficiais não são de pessoa física ou jurídica e, sim, judiciais;
  • No WhatsApp, habilite a verificação em duas etapas e não forneça esse tipo de código por telefone. Mas, caso já tenha sido vítima, tente rapidamente deletar o aplicativo, baixar e registrar novamente. Caso isso não funcione, se o PIN for solicitado, insira o número errado até que o app seja bloqueado temporariamente. Avise seus contatos, por meio das redes sociais ou pessoalmente, sobre o risco de alguém pedir dinheiro em seu nome. Comunique a clonagem por e-mail ao WhatsApp (support@whatsapp.com) para que a conta seja bloqueada;
  • Caso seja contatado por alguém próximo, dizendo que mudou de WhatsApp, ligue para o número que já tinha da pessoa e confirme isso Em aluguéis de imóveis, desconfie de preços abaixo do mercado, se o dono exigir adiantamento e tiver pressa para que o depósito seja feito ou mesmo se o proprietário não aceitar atender a ligações ou se recusar a receber visita do locatário, para conferir a casa;
  • Se receber contato por telefonema ou mensagem de familiar pedindo ajuda, certifique-se de que é real. Converse com outros parentes antes de fazer qualquer depósito;
  • Se estiver vendendo algo, não entregue o bem antes de ter certeza de que recebeu o valor do pagamento. Depósitos só são confirmados pelo banco após a conferência do envelope. Então, aguarde para enviar a mercadoria;
  • Se tiver um familiar ou conhecido idoso, oriente a pessoa sobre os golpes mais comuns e como se prevenir deles;
  • Se for vítima, chame a Brigada Militar ou vá até a Polícia Civil. Tente repassar aos policiais o máximo de informações sobre os golpistas;
  • Se você sabe quem está praticando golpes, denuncie pelo 197, pelo WhatsApp da Polícia Civil (51)b98444-0606 ou procure a Delegacia de Polícia mais próxima.

GZH/Polícia Civil