Denúncia
Foto: Arquivo pessoal

Uma onda de comentários ofensivos nas redes sociais tem atingido Amanda Berro Burin, primeira prenda do CTG Galpão de Estância, de São Luiz Gonzaga, que participa do concurso regional de prendas da 3ª Região Tradicionalista. O motivo dos ataques, porém, chama ainda mais a atenção: diversos internautas passaram a confundi-la com a candidata trans que disputará concurso similar em São Jerônimo.

Sem qualquer relação com o caso que gerou repercussão em todo o Estado, Amanda passou a receber comentários preconceituosos e agressivos na publicação do CTG. Entre as mensagens, alguns usuários escreveram frases como: “Esse CTG não sabe a diferença de uma mulher e um travesti?”, “Chamem um urologista urgente…”

Imaginem, tudo isso durante em concurso em que ela precisa se concentrar e dar tudo de sí. Como estará o psicológico da menina?

Os comentários que beiram a loucura revelam não apenas a falta de informação de quem os publicou, mas também a facilidade com que pessoas são expostas e atacadas nas redes sociais sem qualquer preocupação em verificar os fatos.

Independentemente das opiniões sobre a participação de uma mulher trans em concursos tradicionalistas, direcionar ofensas a uma pessoa completamente alheia aos fatos demonstra um comportamento incompatível com o respeito que deve nortear qualquer debate. Onde vamos parar?

Em nota, o CTG Galpão de Estância disse que a publicação está causando danos e reparáveis à imagem da prenda. E solicitou a remoção dos comentários. A família vai registrar ocorrência policial e o procurador jurídico da região, César Ribas, vai processar os autores dos comentários.

Giovani Grizotti Repórter Farroupilha

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