Motoristas que deixam de atender a um chamado de recall podem enfrentar dificuldades na hora de emitir o Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo eletrônico (CRLV-e). Desde que a legislação passou a exigir a comprovação de atendimento às campanhas de segurança, o registro de recall pendente passou a constar no sistema dos órgãos de trânsito, impactando diretamente o licenciamento anual.
A medida tem como objetivo garantir que defeitos identificados pelas montadoras sejam corrigidos, reduzindo riscos à segurança viária. No entanto, muitos proprietários desconhecem que a ausência de reparo pode resultar em bloqueio administrativo.
Antes de solicitar a emissão do documento, é recomendável verificar se há pendências relacionadas a campanhas abertas — e manter as obrigações em dia, como pagar IPVA 2026 no Maranhão.
Como funciona o registro de recall
Quando uma montadora identifica falha que pode comprometer a segurança, ela convoca os proprietários para realizar reparo gratuito. O chamado é divulgado pelos meios oficiais e registrado nos sistemas de controle.
Se o proprietário não comparece dentro do prazo informado, o recall passa a constar como pendente no cadastro do veículo. Essa informação é compartilhada com os Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans).
Após determinado período sem atendimento, o sistema pode apontar restrição que impede a emissão do licenciamento até que o reparo seja realizado.
O objetivo é estimular a regularização e garantir que veículos com falhas reconhecidas não continuem circulando sem correção.
Recall pendente trava o licenciamento?
O bloqueio pode ocorrer quando a campanha permanece aberta por tempo prolongado sem que o proprietário comprove o atendimento. Nessa situação, o sistema do Detran registra a pendência, impedindo a emissão do CRLV-e.
Sem o licenciamento válido, o veículo não pode circular legalmente. Caso seja flagrado em fiscalização, o motorista pode sofrer penalidades previstas na legislação de trânsito.
Vale lembrar que o recall não gera custo ao proprietário. O reparo é responsabilidade da fabricante, independentemente da idade do veículo.
Por isso, a recomendação é atender ao chamado assim que for comunicado.
O que verificar antes de emitir o CRLV-e
Antes de iniciar o processo de licenciamento, o proprietário deve consultar a situação do veículo no site do Detran do estado onde está registrado. A consulta costuma indicar débitos, multas e eventuais restrições, incluindo recall pendente.
Também é possível verificar campanhas abertas diretamente nos canais das montadoras, informando o número do chassi.
Caso exista pendência, o agendamento do reparo deve ser feito em concessionária autorizada. Após o atendimento, a informação é atualizada no sistema e o bloqueio é retirado.
Além do recall, é necessário manter IPVA, taxas e multas quitados para que o CRLV-e seja liberado.
Segurança e regularidade caminham juntas
O recall não é apenas exigência administrativa, mas medida de segurança que pode prevenir acidentes. Ignorar o chamado pode resultar em impedimento do licenciamento e exposição a riscos mecânicos.
Com a digitalização dos serviços de trânsito, a verificação de pendências tornou-se mais simples e acessível. Ainda assim, cabe ao proprietário acompanhar a situação do veículo e agir prontamente diante de qualquer alerta.
Ao conferir previamente a existência de recall pendente e regularizar a situação antes de solicitar o CRLV-e, o motorista evita bloqueios inesperados e garante que o veículo esteja apto a circular de forma regular e segura ao longo do ano.






