Polícia
Danter Silva é o diretor de marketing da empresa. Foto: Unick/Instagram

De acordo com o relatório parcial da Polícia Federal no inquérito da Operação Lamanai, a dívida Unick Forex com clientes investidores pode chegar a R$ 12 bilhões. A empresa, que dizia atuar no mercado de criptomoedas, já teve indiciadas 13 pessoas ligadas a ela, pelos crimes de organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.

O relatório contabilizou que a movimentação financeira da Unick nos últimos anos chega a R$ 28 bilhões. Os bens e valores dos sócios da Unick estão bloqueados pela Justiça Federal.

A Operação Lamanai foi deflagrada em 17 de outubro para desarticular organização criminosa sediada em São Leopoldo e que atuava no mercado financeiro paralelo, sem autorização das autoridades competentes, com a captação ilegal de recursos de cerca de um milhão de clientes.

O inquérito policial prossegue com a análise de material apreendido, para apurar a prática de outros crimes e identificar a participação de outros envolvidos. As informações são do Jornal O Diário.

Entenda o caso na região

No mês de agosto, a Polícia Civil de Crissiumal indiciou seis pessoas por envolvimento em um esquema de pirâmide financeira, através de um escritório da Unick Forex, que estaria negociando contratos irregulares. Os indiciados são os que praticavam as atividades na cidade, segundo a polícia. As informações são do JNH.

O inquérito apurou crime contra a economia popular através de pirâmide financeira, quando os envolvidos iam colocando mais gente para dar mais lucro. Depois se evidenciaram mais delitos, que envolviam lavagem de dinheiro e crime contra o sistema financeiro, de atribuição da Justiça Federal.

O escritório da Unick em Crissiumal foi aberto em janeiro e fechado por ordem judicial no final de fevereiro. Nesse período, cerca de 300 moradores da região foram arrebanhados para o esquema, inclusive de Três Passos.