Há risco de fechamento da fábrica da Prometeon, que produz pneus em Gravataí, na Região Metropolitana. A operação empresa 1.360 funcionários e tem 52 anos. A possibilidade foi confirmada ao prefeito Luiz Zaffalon. A empresa já tem reduzido e até paralisado a produção, pois está com 25% de ociosidade, ou seja, capacidade não usada. Na outra fábrica, em Santo André (SP), chegou a fazer “layoff”, a suspensão temporária de contratos de trabalhadores.
Após o tarifaço, atualmente em 25%, caiu a exportação aos Estados Unidos, destinação relevante para a produção da unidade. Mas o pior impacto, conforme apurou a coluna, tem vindo da avalanche de produtos da China e de outros países asiáticos, como Índia e Vietnã. Não é uma situação enfrentada apenas pela Prometeon, mas sim um problema setorial, que alega prática de dumping, quando o produto importado é vendido abaixo do preço de custo para desestabilizar o mercado local.
A Prometeon foi criada a partir da Pirelli, mas hoje é uma empresa separada. Produz pneus para veículos pesados, como caminhões, ônibus e máquinas agrícolas. Em 2021, chegou a investir na fábrica gaúcha quando o mercado de caminhões estava aquecido. Na ocasião, abriu mais de 200 empregos.
Mobilização
Além da prefeitura, executivos da Prometeon reuniram-se com o governo do Estado. Houve uma antecipação de retirada da substituição tributária, que antecipa recolhimento de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Ajuda, mas pouco. Em casos de dumping, é necessária atuação do governo federal para aplicação de sobretaxas. Investigações estão em andamento, mas ainda sem definição. A União Europeia impôs em julho tarifas antidumping sobre pneus chineses.
GZH/Giane Guerra
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