Economia
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O governo federal anunciou nesta quinta-feira (17) um reajuste de cerca de 15% no Bolsa Família. Com a correção, o valor mínimo passa de R$ 600 para R$ 691, enquanto o benefício médio sobe de R$ 675 para R$ 777.

O aumento repõe a inflação acumulada desde março de 2023, quando o programa foi relançado. Desde então, os pagamentos permaneceram sem correção.

O valor mínimo de R$ 600 foi estabelecido em 2022, durante o governo Jair Bolsonaro, para o então Auxílio Brasil. Em 2023, ao retomar o nome Bolsa Família, o governo Lula manteve o piso de R$ 600.

Também nesta quinta-feira começaram os pagamentos do Bolsa Família referentes a setembro. Os valores reajustados passam a vigorar em outubro, com os pagamentos do novo valor começando em 19 de outubro.

Como ficam os valores

Com o reajuste, o Bolsa Família terá os seguintes valores:

  • Benefício de Renda de Cidadania: R$ 164 por integrante da família;
  • Benefício Complementar: valor de até R$ 691 para famílias cuja soma dos benefícios não alcance esse patamar;
  • Benefício Primeira Infância: R$ 173 por criança de até sete anos incompletos;
  • Benefício Variável Familiar: R$ 58 por integrante que se enquadre nas situações previstas no regulamento.

Segundo as informações divulgadas pelo governo, o reajuste terá impacto orçamentário de R$ 5,8 bilhões em 2026, considerando os pagamentos de outubro a dezembro. Para 2027 e 2028, a estimativa de impacto anual é de R$ 22,7 bilhões.

Os valores e o reajuste foram publicados no Diário Oficial da União. O governo afirma que o ajuste fiscal em curso cria espaço no Orçamento para a recomposição da inflação do Bolsa Família sem comprometer as metas de resultado primário.

Quem pode receber o Bolsa Família?

Para ter direito ao Bolsa Família, a renda por pessoa da família deve ser de até R$ 218 por mês. O cálculo é feito somando os ganhos de todos os integrantes da casa e dividindo pelo número de pessoas.

Além do critério de renda, os beneficiários precisam cumprir compromissos nas áreas de saúde e educação, como manter crianças e adolescentes na escola, acompanhar a vacinação e realizar o pré-natal das gestantes.

A inscrição no Cadastro Único (CadÚnico) é obrigatória para participar do processo de concessão do Bolsa Família. O cadastro pode ser feito nos Centros de Referência da Assistência Social (Cras) das prefeituras.

Estar no CadÚnico, porém, não garante o ingresso automático no programa. A concessão do benefício depende de análise do governo.

Os primeiros pagamentos de cada mês são feitos aos beneficiários com NIS de final 1, conforme o calendário oficial.

Como movimentar o Bolsa Família

Os beneficiários podem consultar e movimentar os valores pelo aplicativo Caixa Tem, sem precisar ir a uma agência bancária.

Também é possível usar o cartão virtual para compras no débito e sacar o dinheiro em terminais de autoatendimento, casas lotéricas, correspondentes bancários e agências da Caixa Econômica Federal.

O aplicativo Bolsa Família também permite consultar informações sobre o benefício.

Gaúcha ZH

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