Mesmo após promessas de campanha e discursos sobre controle da inflação, o governo Lula não conseguiu conter a alta dos combustíveis, e o brasileiro continua sentindo no bolso o peso do preço da gasolina e do álcool (etanol). Em várias regiões do país, os valores seguem elevados, pressionando o custo de vida, o transporte e até o preço dos alimentos.
Na prática, o que o motorista vê todos os dias é o painel do posto subindo ou, no mínimo, demorando muito para cair. A gasolina segue acima do que muita gente considera justo, e o álcool, que deveria ser uma alternativa mais barata, também não entrega o alívio esperado.
O que explica os preços ainda altos?
Mesmo com a Petrobras tendo alterado sua política de preços nos últimos anos, o valor final que chega ao consumidor depende de vários fatores:
- Preço internacional do petróleo
- Cotação do dólar
- Impostos federais e estaduais (ICMS)
- Custos de distribuição e revenda
Ou seja, mesmo quando a Petrobras segura reajustes, outros elementos acabam mantendo o combustível caro. E, na prática, o consumidor não vê a promessa de “combustível mais barato” virar realidade.
Impacto direto no bolso do trabalhador
Quem mais sofre com isso são os trabalhadores que dependem do transporte todos os dias: caminhoneiros, motoristas de aplicativo, entregadores, produtores rurais e quem precisa do carro para trabalhar.
O aumento no combustível puxa toda a cadeia para cima. O frete fica mais caro, o supermercado repassa para os produtos, e o custo de vida sobe como um todo. No fim, quem paga essa conta é sempre o consumidor.
Frustração cresce entre motoristas e caminhoneiros
Entre caminhoneiros e autônomos do transporte, a sensação é de frustração. Muitos acreditavam que o novo governo traria uma política mais eficaz para reduzir os preços, mas o que se vê é que a gasolina e o álcool continuam pesando no orçamento.
Isso gera não só impacto financeiro, mas também insegurança para quem vive do transporte e precisa planejar custos de frete, viagens e manutenção do veículo.
E daqui pra frente?
Especialistas afirmam que, sem mudanças estruturais como revisão de impostos, maior concorrência no setor e redução de custos logísticos o Brasil continuará vulnerável às oscilações externas e aos altos preços.
Enquanto isso não acontece, o brasileiro segue abastecendo caro, pagando mais para trabalhar, viajar e viver.
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Brasil do Trecho





