Economia
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A hora de conferir o contracheque de fevereiro (referente ao trabalho de janeiro) será um pouco mais feliz para milhões de brasileiros. Começou a valer oficialmente a isenção total do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5.000,00 mensais.

Na prática, isso significa um aumento no salário líquido. Aquele valor que antes era retido pelo “Leão” direto na fonte agora fica na conta do trabalhador para pagar contas, ir ao supermercado ou poupar.

Quem tem direito?

A nova regra vale para:

  • Trabalhadores com carteira assinada (CLT);
  • Servidores públicos;
  • Aposentados e pensionistas.

Além da isenção total até R$ 5 mil, quem ganha até R$ 7.350,00 pagará menos, pois haverá uma redução gradual do imposto retido. A regra também se aplica ao 13º salário.

O destino da “sobra”

Para muitos, esse dinheiro extra já tem destino. É o caso do pedreiro Genival Gil, de 49 anos. Com salário de R$ 2,7 mil, ele celebra o alívio: “Vai ajudar a pagar umas contas a mais da casa”.

O mesmo sentimento é compartilhado pelo jardineiro Arnaldo Nunes, que recebe o piso da categoria (R$ 2.574). Antes, uma fatia do seu suor ficava com o governo; agora, vai para o básico: “Vou gastar com água e luz, que estão um absurdo”.

Preciso fazer alguma coisa?

Essa é a dúvida de muitos, como a atendente de caixa Renata Correa, que prometeu “vigiar o contracheque”.

O conselheiro do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), Adriano Marrocos, tranquiliza: o processo é automático“Quem tem emprego não precisa se preocupar. Os cálculos são automáticos nos programas que geram as folhas de pagamento das empresas”, explica.

Atenção: Declaração de Ajuste

É importante não confundir o desconto mensal com a Declaração Anual.

  1. Declaração de 2026 (entregue agora em maio): Segue as regras antigas (referentes a 2025). Nada muda.
  2. Isenção de R$ 5 mil: Só será refletida na declaração de 2027 (referente a 2026).

De onde vem o dinheiro?

Para cobrir essa renúncia fiscal (dinheiro que o governo deixa de arrecadar), foi criado o “Imposto Mínimo para Super-Ricos”. Quem tem renda mensal acima de R$ 50 mil passará a pagar uma alíquota mínima, compensando o benefício dado aos trabalhadores de menor renda.

Agência Brasil