Empresas brasileiras têm ampliado ou transferido parte de suas operações industriais para o Paraguai, em um movimento que vem sendo chamado por empresários e analistas de “êxodo industrial”. A principal motivação apontada é a elevada carga tributária no Brasil, somada aos altos custos trabalhistas e à burocracia, fatores que reduzem a competitividade do setor produtivo nacional.
O caso da empresa Lupo ganhou destaque após declarações de sua direção, que afirmou ter sido pressionada pelos altos impostos no Brasil a buscar alternativas no exterior. Segundo empresários do setor, a migração não se restringe a uma única companhia e já atinge diferentes segmentos da indústria.
O Paraguai tem se consolidado como um dos principais destinos dessas empresas por oferecer um ambiente considerado mais favorável aos negócios. Entre os atrativos estão a carga tributária reduzida, custos de energia mais baixos e regras trabalhistas menos onerosas. Além disso, o país conta com a chamada Lei Maquila, um regime especial que permite a importação de insumos e equipamentos com isenção de impostos e a aplicação de uma alíquota bastante reduzida sobre o valor agregado dos produtos destinados à exportação.
Especialistas apontam que esse movimento pode resultar em perda de investimentos e empregos no Brasil, especialmente em regiões industriais mais sensíveis à concorrência internacional. Ao mesmo tempo, o fenômeno reacende o debate sobre a necessidade de mudanças no sistema tributário brasileiro para tornar o país mais competitivo e evitar a saída de empresas para países vizinhos.
Enquanto o Paraguai segue atraindo indústrias com incentivos e custos menores, o tema passa a ocupar espaço crescente nas discussões econômicas e políticas no Brasil, sobretudo diante do desafio de equilibrar arrecadação, crescimento econômico e geração de empregos.
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