Economia
Foto: Reprodução

Nos últimos cinco anos, a inflação oficial do Brasil cresceu de forma cada vez mais intensa. Em 2018, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) registrado no País foi de 3,75% – taxa que saltou para 10,06% em 2021. Já nos 12 meses até março de 2022, chegou a 11,30%, indicando mais um ano de preços em disparada.

Com tanta inflação, de março de 2018 ao mesmo mês de 2022, o real perdeu 27,57% do seu poder de compra. Ou seja, com a mesma quantia agora, os brasileiros conseguem comprar apenas dois terços do que compravam naquele ano.

Isso se reflete todos os dias na vida da população, que encontra preços mais altos para os mesmos produtos e serviços. A inflação afeta os orçamentos das famílias de maneira diferente de acordo com a faixa de renda. Para as mais pobres, o aumento dos preços dos alimentos e do gás de cozinha consumiu boa parte da renda no início deste ano. Em pelo menos 11 capitais, apenas os itens da cesta básica já equivaliam a mais de 50% do salário mínimo em março.

Já as famílias de renda alta sentiram bastante os reajustes dos preços do setor de transporte, puxados pelo aumento da gasolina. A escalada da inflação é explicada por fatores nacionais e internacionais, como a pandemia de coronavírus, eventos climáticos e a guerra na Ucrânia.

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Agência Brasil