Justiça
Foto: TJ RS

A organização do julgamento demandou meses de logística e contou com cerca de 50 pessoas na organização, de acordo com o TJ-RS. Para o julgamento, o salão principal do Independente Futebol Clube foi transformado em um salão de júri, já que a sede do Foro da Comarca na cidade não comporta um evento de grande porte. O clube precisou passar por adaptações de pontos lógicos e de elétrica, além de colocação de mobiliário, banheiros químicos e um gerador.

Com a sessão encerrada prematuramente, o júri foi cancelado e uma nova data será definida. A estrutura preparada pelo tribunal no clube será desmontada.

O TJ-RS afirma que já acionou a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) para avaliar medidas de ressarcimento aos cofres públicos. De acordo com o Tribunal de Justiça, os advogados de Alexandra podem ser penalizados, com multa, devido ao abandono do julgamento.

Julgamento durou 11 minutos

Júri do Caso Rafael, em Planalto (RS) — Foto: Juliano Verardi – DICOM/TJRS
Foto: Juliano Verardi – DICOM/TJRS

O júri de Alexandra Salete Dougokenski, acusada de matar o filho, Rafael Mateus Winques, de 11 anos, começou às 10h nesta segunda-feira (21), em Planalto, no Norte do RS, e foi encerrado cerca de 11 minutos depois, devido a um desentendimento entre a defesa e a acusação.

Os defensores da ré levantaram questão de ordem, mencionando a existência de um suposto áudio encontrado no telefone do pai de Rafael, Rodrigo Winques, enviado às 23h55 do dia 15 de maio. Trata-se de uma gravação de três segundos de duração, no qual é possível ouvir a voz de uma criança. A defesa quer que a prova seja periciada para verificar se a voz é ou não de Rafael.

O Ministério Público se opôs, pois o prazo de apresentação de provas já está encerrado. A juíza Marilene Parizotto Campagna negou o pedido.

Defesa e acusação discutiram em plenário, e a banca de defensores de Alexandra Dougokenski deixou o local. A juíza então declarou encerrada a sessão.

Ao g1, o advogado de Alexandra, Jean Severo, informa que vai requerer a perícia ao Instituto-Geral de Perícias e também deve encaminhar para a perícia privada.

Já o advogado Daniel Tonetto, assistente de acusação, diz que a prova já estava no processo há mais de um ano e meio e que a própria ré, quando confessou, disse que o crime ocorreu entre 14 e 15 de maio.

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G1 RS