Educação
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O governador Eduardo Leite usou o espaço da última videoconferência regular em redes sociais, na tarde desta quinta-feira, para fortalecer a campanha do governo estadual por adesão ao retorno gradual dos estudantes às escolas do Rio Grande do Sul. De forma enfática, o chefe do Estado direcionou o discurso aos prefeitos gaúchos que mantêm resistência na reabertura das salas de aula.

“Escolas fechadas não são vidas preservadas”, afirmou. “A vida é muito mais do que a questão da Covid-19. A escola é um espaço para proporcionar uma vida melhor. Insisto com os prefeitos que trabalhem também. Respeito a responsabilidade que eles têm com os municípios, mas insisto”, reiterou o governador, que emendou: “Muitas pessoas que sempre defenderam a educação neste momento não querem que ela volte. Que incoerente! Sempre disseram que a educação muda o mundo e agora acham que não é prioridade. Educação com protocolos, distanciamento: mais do que uma opção, uma necessidade”.

Leite ressaltou os impactos que a pandemia vem trazendo para a saúde física e psicológica dos estudantes. Segundo ele, a escola não deve ser considerada um item “supérfluo”, mas sim de importância no desenvolvimento saudável do intelecto e de outros fatores da condição humana. “Covid-19 não é a única doença que acomete nossa sociedade, tem outras doenças do ponto de vista mental, de saúde, físico”, completou.

Desde o início de setembro, parte dos estudantes gaúchos já retornou, de forma escalonada, às atividades escolares de forma presencial. O movimento se iniciou com a educação infantil e agora engloba ensino superior, EJA e ensino profissionalizante. A liberação é do governo estadual, mas cabe aos municípios acatar a flexibilização.

Hoje, a resistência para o retorno às escolas parte de pais, professores, prefeituras, associações e a Famurs. É o caso da Associação dos Municípios do Vale do Rio dos Sinos que definiu, nesta quarta-feira, pela suspensão das aulas na rede municipal até 2021. O planejamento da entidade trata como exceção as turmas do 9º ano do ensino fundamental, que devem adotar um calendário especial de aulas, ainda não definido.

Correio do Povo