O Poder Judiciário do Rio Grande do Sul está em luto pelo falecimento da juíza Mariana Francisco Ferreira, de 34 anos, ocorrido na última quarta-feira, 6 de maio. A magistrada, que atuava na Vara Criminal da Comarca de Sapiranga, morreu em Mogi das Cruzes, São Paulo, após complicações decorrentes de um procedimento de fertilização in vitro. Em sinal de respeito à sua trajetória, o Tribunal de Justiça do Estado decretou luto oficial de três dias, enquanto a Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul manifestou profundo pesar e ofereceu suporte total aos familiares.
Natural de Niterói, no Rio de Janeiro, Mariana era formada pela UFRJ e havia ingressado na magistratura gaúcha em 2023, sendo reconhecida rapidamente pela dedicação nas varas criminais por onde passou. De acordo com o registro policial, a juíza realizou uma coleta de óvulos na segunda-feira, dia 4 de maio. Após receber alta inicial, ela passou a sentir dores intensas e calafrios, retornando à unidade médica onde foi diagnosticada uma hemorragia vaginal. Apesar da transferência para uma maternidade local, Mariana sofreu paradas cardiorrespiratórias e não resistiu.
O caso agora é tratado pelas autoridades policiais paulistas como morte suspeita e acidental. A investigação busca determinar se as complicações foram inerentes ao risco biológico do procedimento de reprodução assistida ou se houve falha no atendimento e no monitoramento pós-operatório. O falecimento precoce de uma magistrada promissora, que havia escolhido o Rio Grande do Sul para consolidar sua carreira jurídica, causou grande comoção entre colegas e servidores do fórum de Sapiranga e de toda a região metropolitana.
NB Notícias
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