Estado
Foto: Reprodução/RBS TV

 O Rio Grande do Sul tem mais de 8 milhões de veículos circulando por suas ruas e estradas, segundo dados do DetranRS. Embora o número de habitantes no estado seja maior – 11,2 milhões – uma realidade curiosa se destaca em oito municípios: a frota de automóveis supera a população.

São cidades pequenas, com menos de 25 mil habitantes, espalhadas pela SerraRegião NorteFronteira Oeste e Sul do estado. (Veja lista abaixo)

O fenômeno é explicado por uma combinação de fatores, que vão desde campanhas de incentivo fiscal até a pura necessidade de locomoção em locais sem transporte público.

Para muitos gaúchos, o carro é indispensável. “Hoje eu não vejo sem o meu carro, porque é o meu meio de tudo, o meu carro é essencial para mim”, afirma a estudante Livia Maydana Mendes.

Confira as cidades com mais veículos que habitantes

CidadeHabitantesVeículos
Aceguá4.1705.023
Chuí6.2628.375
Ipiranga do Sul1.7201.786
Maximiliano de Almeida4.1914.202
Morro Redondo6.0466.133
Paraí7.1947.245
Quaraí23.50025.773
Victor Graeff2.7802.784

Fonte: Detran/RS (frota de 2025) e Censo Demográfico 2022 (IBGE)

Aceguá: 4,1 mil moradores e 5 mil veículos

Na fronteira com o Uruguai, Aceguá é um exemplo claro dessa dinâmica. Com pouco mais de 4 mil moradores e uma frota que ultrapassa 5 mil veículos, a cidade adotou uma estratégia para aumentar sua arrecadação.

“Em 2008, nós fizemos uma campanha de incentivo à população para fazer a transferência desses veículos para o município”, explica a diretora de trânsito, Fernanda Martinez.

A lei visava reter a arrecadação do IPVA, que antes ficava em outras cidades onde os carros eram comprados e emplacados.

Além do incentivo fiscal, a necessidade impulsiona os números. Com mais de 800 km de estradas vicinais e mais de 70% da população vivendo na zona rural, ter um veículo próprio torna-se essencial.

“Nós não temos, em Aceguá, transporte coletivo. E nós estamos entre os 40 maiores municípios em extensão do estado”, detalha Fernanda.

É o caso da atendente de caixa Flávia Oliveira, que mora no lado uruguaio e trabalha no Brasil.

“Meus filhos, por exemplo, estudam no Uruguai. Eles precisam de transporte, porque no Uruguai não tem, então, eu tenho um veículo pra trazer. Geralmente, se tu não tem hoje um veículo, tu não tem locomoção. Porque é tudo longe”, relata.

G1 RS

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