Trânsito
Foto: Arquivo/TP News

O diretor-geral do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-RS), Enio Bacci, compartilhou dados de um levantamento inédito realizado pelo órgão. Conforme ele, pela primeira o departamento vez um levantamento de acidentes ocorridos durante uma década, entre 2010 e 2019. Bacci ressalta que esses dados foram repassados para os gestores municipais e para as forças de segurança com o intuito de otimizar os recursos em ações efetivas. Segundo ele, “atuar cirurgicamente onde o problema está acontecendo”.

Bacci detalha que durante o período estudado foram mais de 200 mil acidentes com danos materiais e corporais no Rio Grande do Sul. Entre eles, quase 9 mil mortes, a maioria delas registradas durante a noite e a madrugada. “É um número bastante grande”, reconhece.

O diretor afirma que “as conclusões são assustadoras”. As grandes vítimas nesses acidentes são os mais frágeis no trânsito, aponta: motociclistas, ciclistas e o pedestres, que representam mais de 50% das fatalidades no estado.

Conforme Bacci, o Detran-RS identificou um aumentou no índice de acidentes com veículos sozinhos, como capotamentos, tombamentos e coques com estruturas físicas, que representam 26% do total de acidentes. O diretor do departamento avalia que esse fato pode estar relacionado ao manuseio do celular pelos condutores. Ele estima que seja o responsável por pelo menos 10% das situações.

O responsável nota que a cultura de beber e dirigir está mudando aos poucos, como ocorreu no passado com o uso do cinto de segurança. Porém, reconhece que “ainda precisa evoluir mais, avançar mais”. “O cidadão pode beber. Mas quando beber, tem que pegar um táxi, um Uber ou andar de carona. Dirigir não. É comprovado que com duas taças já há um atraso nos reflexos do motorista”, ponta.

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Detran RS